Foi encontrado morto, neste domingo (12), o advogado Domingos Moro, de 57 anos, e que entre 2003 e 2004 também foi vice-presidente do Coritiba, além de conselheiro. Seu corpo foi encontrado caído ao lado de seu computador, no apartamento em que morava, em Copacabana, no Rio de Janeiro. As causas da morte ainda não foram reveladas, mas a suspeita é que ele tinha sido vítima de um mal súbito. As informações são do portal Globoesporte.com e do site Lance!.

Moro foi visto pela última vez na sexta-feira (10), e era esperado para acompanhar a partida entre Boavista e Macaé pelo Campeonato Carioca, porém não apareceu. Como ninguém conseguia contato com o advogado, o presidente do Boavista, João Paulo, decidiu ir até sua casa onde encontrou o corpo.

O advogado era considerado um dos maiores especialistas em Justiça Desportiva do Paraná e muito respeitado nos tribunais. Também era famoso pela forma teatral em que conduzia as defesas. Um dos casos mais famosos ocorreu em 2001, quando defendia o pequeno Rio Branco. Na ocasião, um jogador teve um pequeno erro no seu nome – se chamava Adriano de Oliveira Santos, mas foi registrado como Adriano Oliveira dos Santos – o que poderia resultar na perda de 22 pontos. Após a defesa, o advogado não conteve as lágrimas depois da absolvição, por unanimidade, do clube.

Em seu site oficial, o Coxa lamentou o falecimento do advogado, lembrando também sua trajetória na defesa do clube nos julgamentos. “O Coritiba recebeu, com pesar, a notícia do falecimento do ex-dirigente alviverde e advogado esportivo doutor Domingo Moro”, diz o texto.

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Outro clube do Paraná a prestar condolências foi o Atlético, time no qual ele também prestava serviço, que lembrou a forma como ele defendia o Furação. “Moro defendeu o Clube com maestria, inúmeras vezes, nos tribunais. Foi um admirável exemplo de ética e profissionalismo”. A nota também cita que ele dava palestras aos jogadores do time.

O corpo de Domingos Moro será sepultado nesta segunda-feira (13), às 14 horas, no cemitério São Joao Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro.