Cenas chocantes de violência marcaram o clássico entre Botafogo e Flamengo, neste domingo, no Engenhão. Antes da partida, as cercanias do estádio viraram palco de uma verdadeira guerra entre torcidas. Tiros, bombas, correria e muita aflição marcaram os momentos que antecederam o jogo, que chegou até a ter a sua realização comprometida. No fim, o Flamengo venceu por 2x1, mas todos saíram perdendo com a briga entre as torcidas.

Tido como uma espécie de "porta-voz" dos jogadores do Botafogo, até pela larga experiência que tem, o centroavante Roger concedeu entrevista nesta segunda-feira e lamentou profundamente os episódios que marcaram o domingo no Rio de Janeiro.

Ele chegou a dizer que sente "raiva e ódio" toda a vez que se depara com notícias de brigas e mortes antes de um jogo de futebol - um torcedor do Botafogo morreu ao ser atingido por um tiro.

"O que fica é os nossos sentimentos de força para os familiares do rapaz que acabou morrendo. Eu, como jogador, depois da partida saio do estádio, pego minha família e vou jantar. Imagina o torcedor que paga ingresso e corre o risco de perder a vida indo para o campo. Realmente, é revoltante. Me dá ódio, me dá raiva toda vez que vejo uma notícia dessas. A gente não aguenta mais isso", frisou o centroavante.

A Secretaria de Saúde do município do Rio de Janeiro soltou um comunicado na noite de domingo informando a situação de oito torcedores que foram levados ao Hospital Salgado Filho. Um deles, infelizmente, acabou morrendo ao ser atingido por um tiro.

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Outros quatro receberam alta e três seguem internados, com um ainda em estado bastante grave.

Falando sobre futebol, Roger foi o autor do gol do Botafogo na derrota por 2x1 no clássico diante do Flamengo, que tirou o alvinegro da disputa das semifinais da Taça Guanabara. Mas agora o foco do Fogão é outro. Na quarta-feira, o clube recebe o Olímpia, do Paraguai, pela partida de ida da última fase classificatória da Libertadores. A decisão sai na outra quarta, fora de casa, no Paraguai.