Uma partida de futebol acabou em desastre para os angolanos que foram assistir ao jogo nesta sexta-feira (10), entre os times Santa Rita de Cássia e Recreativo do Libolo. Uma invasão dos torcedores em um dos portões do Estádio Municipal 4 de janeiro, que se localiza na cidade de Uíge, norte do país, acabou em um tumulto, resultando na morte de 17 pessoas e, ao menos, 60 pessoas feridas. A informação foi divulgada pela agência de notícias "Lusa".

A tragédia aconteceu no início da partida, aos sete minutos do primeiro tempo.

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A partida não foi interrompida, terminou com o placar de 1 a 0 para o Recreativo do Libolo. Pois o time não foi informado no momento da confusão, segundo o treinador do Santa Rita.

De acordo com testemunhas, tudo começou quando a polícia do local tentou retirar a multidão de torcedores que estava do lado de fora. Com isso, a confusão começou por causa da correria que existiu no local, um dos portões foi arrombado. O tumulto fez com que as pessoas fossem pisoteadas. Algumas delas morreram por asfixia.

Até o momento, a contagem aponta 13 mortos. Existem 60 pessoas feridas, cinco delas estão em estado grave - de acordo com a agência de notícias.

O governo de Angola divulgou um comunicado lamentando o ocorrido:

“Ministério da Juventude e Desportos manifesta profunda consternação e dor e solicita às direções da FAF [Federação Angolana de Futebol], Associação de futebol local e às autoridades da província que averiguem as causas do acontecimento e tomem as medidas que se impõem”, dizia a nota.

O presidente do time Santa Rita, Domingos Nzolani, relatou ao jornal português "Diário de Notícias", que muita gente queria assistir ao jogo, mas existiu uma aglomeração muito grande fora do estádio.

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A polícia não alargou o cordão de segurança em volta do acesso ao estádio. De acordo com ele, algumas pessoas estavam com ingresso e outras não e foram empurradas contra a zona de entrada, tesultando nas mortes.

Alguns clubes se solidarizam com essas tragédias, assim como o Benfica de Portugal que enviou as condolências às famílias das vítimas por meio da rede social, desejando força a Angola.