Foi um jogo para mexer com as emoções da torcida palestrina, que sofreu, sim, mas saiu sorridente no final. Jogando pela Taça Libertadores da América, o Palmeiras enfrentou o Peñarol na noite desta quarta-feira, dia 26, em Montevidéu, no Uruguai. Após ver o time adversário abrir 2 a 0 no placar, o Verdão teve forças para reagir com atuações magistrais de Jean e Willian, que saiu do banco para marcar duas vezes e ajudar na virada do Palmeiras, que venceu por 3 a 2.

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No final o jogo ainda ficou marcado por confusão no campo e nas arquibancadas do estádio Campeón del Siglo. Conhecido por seu estilo durão, o volante palmeirense Felipe Melo foi um dos protagonistas da confusão, se envolvendo em um “pega pra capar” com Mier, reserva do Penãrol que não chegou nem a entrar em campo na partida.

O clima quente contaminou também as arquibancadas, onde parte da torcida uruguaia invadiu o espaço reservado para os visitantes brasileiros, causando outro foco de briga.

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Futebol Palmeiras

A confusão foi bastante criticada pela diretoria e comissão técnica do Palmeiras, que afirmaram que as grades do vestiário destinado ao time brasileiro estavam fechadas após o fim da partida, deixando os atletas palmeirenses expostos à confusão. Segundo alguns mandatários do clube paulista, a situação teria sido premeditada pelo clube uruguaio, que se irritou com a derrota em casa.

Com o resultado, o Palmeiras chega a 10 pontos no Grupo 5, e agora depende só de um empate nas duas partidas finais da primeira fase para se classificar para as oitavas de final.

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Com apenas três pontos conquistados em quatro jogos, o Peñarol é o lanterna do grupo, atrás de Atlético Tucumán, com quatro, e Jorge Wilstermann, com cinco.

Na próxima rodada, o Verdão viaja até Cochabamba, na Bolívia, onde enfrenta o Jorge Wilstermann na próxima quarta-feira, dia 3. Já o Peñarol vai até Tucumán, na Argentina, onde encara o Atlético na terça-feira, dia 2.

O jogo

Precisando do resultado e empurrado por sua torcida, o Peñarol foi pra cima do Palmeiras no primeiro tempo.

Melhor em campo na primeira etapa, o time uruguaio abriu o placar aos 12 minutos, quando Affonso recebeu cruzamento pela direita e completou para as redes do goleiro Fernando Prass. O lance gerou reclamações dos palmeirenses, que afirmaram que o atacante cometeu falta em Mina antes de concluir ao gol.

Perdido em campo, o time brasileiro não conseguiu reagir, e o castigo veio aos 38. Após novo cruzamento pela direita, o ataque uruguaio desviou e Junior Arias acertou um belo chute para ampliar.

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Precisando correr atrás do resultado, o técnico Eduardo Baptista resolveu colocar o time pra frente no segundo tempo. Tchê Tchê entrou no lugar de Egídio, e o atacante Willian substituiu o zagueiro Vitor Hugo. As mudanças surtiram efeito, e o time palmeirense fez o improvável nos 45 minutos finais da partida.

Logo aos 3 minutos do segundo tempo, Willian recebeu de Borja na área, fez bela jogada de costas para o gol e concluiu com um chute perfeito que morreu no ângulo do goleiro Guruceaga.

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Aos 12, o Palmeiras quase empatou com Roger Guedes, que perdeu boa chance.

Muito mais inspirado e determinado, o time brasileiro não demorou a conseguir a igualdade no placar.Aos 17, Jean fez ótimo lançamento. Mina subiu na pequena área e cabeceou entre dois zagueiros para deixar tudo igual em Montevidéu.

Se o empate foi possível, por que não a virada? E ela veio aos 27, quando Guerra chutou de longe e o goleiro Guruceaga espalmou. No rebote, Jean - que participou de todos os gols do Verdão - cruzou para o meio da área, onde Willian novamente empurrou pras redes.

Confusão

Assim que o árbitro apitou o fim da partida, os uruguaios partiram para cima dos jogadores brasileiros. Um dos atletas mais visados era o volante Felipe Melo, que em entrevista dada quando chegou ao Palmeiras afirmou que se necessário daria “tapa na cara de uruguaio”.

Após minutos de tumulto e agressões que se seguiram no campo e nas arquibancadas, a situação foi contida com a ajuda de seguranças do Palmeiras. Em entrevista coletiva, o técnico palmeirense Eduardo Baptista reclamou da postura dos uruguaios, que teriam trancado os portões do vestiário, supostamente incitando a confusão pós-jogo.

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