A NBA anunciará os vencedores dos prêmios individuais e suas seleções da temporada em uma festividade sediada em Nova Iorque no mês de junho. Os novatos apresentam não só o futuro de cada franquia, mas também da própria liga. Neste ano, três deles despontaram como os favoritos para conquistar a honraria, cada um com sua peculiaridade, para o bem e para o mal.

Os favoritos

Joel Embiid

Após duas temporadas de espera, o camaronês Joel Embiid enfim pisou nas quadras da NBA. O pivô de 2,18m de altura foi incrível em sua primeira campanha na NBA, porém, jogou apenas 31 jogos com médias de 20.2 pontos, 7.8 rebotes, 2.1 assistências, 2.5 tocos e 46% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Embiid também conectou 36 de seus 98 chutes atrás da linha de três pontos.

Com o pivô em quadra, o 76ers venceu 13 jogos e perdeu 18, números que se elevados a 82 jogos dariam ao time um recorde de 34-48, ou seja, seis vitórias a mais que as 28 conquistadas pela franquia.

Imponente, dominante, habilidoso e irreverente, Embiid conquistaria o prêmio de forma unanime se não fosse pelos 31 jogos disputados. Na história do prêmio de novato do ano, Vince Carter (1999) e Patrick Ewing (1986) venceram a honraria com o menor número de jogos disputados.

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Porém, ambos atuaram nos 50 jogos das temporadas marcadas por greves. Em uma temporada de 82 jogos, Kyrie Irving venceu o prêmio ao atuar em 51 jogos.

Dario Saric

Parceiro de Embiid no 76ers, Saric ficou escondido até o pivô ser retirado da temporada pela franquia. A partir da contusão do pivô, Saric teve médias de 16.7 pontos, sete rebotes, três assistências e 43% de aproveitamento nos arremessos.

Saric passou a atuar constantemente por pelo menos 28 minutos e pôde apresentar toda a sua qualidade.

Assim como nos tempos de Anadolu Efes e Seleção Croata, Saric se mostrou um grande potencial para a tão requisitada função de Strech Four, graças ao seu controle de bola, visão de jogo e bom arremesso de média/longa distância.

Versátil para um jogador de 2.08 de altura e 100 quilos, Saric ficou entre os três melhores novatos em pontos, rebotes, minutos atuados e duplos duplos. Os 81 jogos disputados, 36 como titular, são a grande vantagem de Saric contra Embiid.

Malcolm Brogdon

Escolha de segunda rodada no último draft, Malcolm Brogdon se encaixou perfeitamente no estilo de jogo do Milwaukee Bucks. Atlético e alto para a posição de ala-armador (1,96m), Brogdon superou a concorrência do campeão Matthew Dellavedova e, apesar de ter iniciado apenas 28 dos 75 jogos, teve mais minutos atuados que o australiano.

Com Giannis Antetokounmpo carregando o ataque e dominando a função de criador de jogadas, fez todo sentido ter um ala com aproveitamentos de 45% nos arremessos gerais e 40% na linha de três pontos.

Brogdon foi o terceiro jogador do Bucks e primeiro entre os novatos em Win Shares com 4.1.

Brogdon foi a grande surpresa entre os novatos e o fato de ser o único participante do Top 3 disputando a pós-temporada é o seu grande trunfo na premiação.

Os esquecidos

Diversos novatos tiveram bons momentos durante a temporada 2016-17, porém, existe um grande abismo entre eles e os três favoritos. Marquese Chriss (Phoenix Suns), Willy Hernangomez (New York Knicks), Buddy Hield (New Orleans Pelicans/Sacramento Kings), Yogi Farrell (Dallas Mavericks), Jamal Murray (Denver Nuggets), Jaylen Brown (Boston Celtics) e Brandon Ingram (Los Angeles Lakers) merecem ser citados.

Chriss, Hernangomez, Hield e Ingram se destacam pelo balanço entre oportunidades e qualidade, independentemente se estavam mais prontos para a NBA ou se suas equipes ofereciam menos concorrência. Todos ainda precisam melhorar o aproveitamento nos arremessos de quadra e noções defensivas, mas devem atuar por pelo menos 28 minutos na próxima temporada.

Farrell, Murray e Brown tiveram ótimas atuações quando seus concorrentes se machucaram. Tais atuações não duraram mais de 7-10 jogos, fato que os deixa ainda mais longe de sequer serem citados na votação.

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