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Ano que vem é ano de Copa do Mundo e com ela vem aquela febre de colecionar álbuns de Figurinhas. Nos finais de semana, é muito comum surgirem vários postos de trocas, que atraem centenas de colecionadores em busca da “última” figurinha. Não é difícil pais acompanharem os filhos, cada um com o seu álbum.

Nos anos 90, também era comum colecionar os cromos do Campeonato Brasileiro - não que isso ainda não seja possível. Naquela época, contudo, ainda não vigorava o tal “direitos de imagem” e os jogadores aceitavam sair numa boa nos álbuns. Haviam exceções, como em 1995, por exemplo, em que Romário e Edmundo, na época jogadores do Flamengo, não aceitaram ter suas imagens impressas em figurinhas.

Mas, vamos voltar dois anos antes, mais precisamente em 1993, quando após mais uma virada de mesa, o Brasileirão passou de 20 para 32 clubes. E isso, é claro, provocou um inchaço no álbum publicado pela Editora Abril, que contou com 580 cromos. Um detalhe: eles ainda não eram autocolantes como hoje. A molecada tinha que usar cola. o que às vezes ocasionava páginas grudadas.

Com esse grande número de clubes, times relativamente jovens apareceram pela primeira vez na elite nacional. Caso do União São João de Araras e do Paraná Clube, que nem havia completado quatro anos de fundação. Por outro lado, foi a última vez que a Desportiva - e o futebol capixaba - apareceu na primeira divisão. Em 1994, o campeonato foi reduzido para 24 times.

Mas, vamos falar do álbum em si. A ordem dos clubes era de acordo com o ranking da CBF na época e por isso o São Paulo foi o primeiro time a aparecer.

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Cada time, além do escudo e do mascote, ainda tinha 20 jogadores. Nas páginas havia uma ficha técnica, com nome completo e apelido, data de nascimento, altura, peso, clubes que atuaram, títulos e quantas partidas haviam jogado com a Seleção Brasileira. Os clubes também tinham sua ficha técnica, com data de fundação, endereço, presidente, uniforme, estádio títulos e um quadro com a posição no brasileiro ano a ano.

No São Paulo, o detalhe fica com a imagem do jovem Rogério Ceni (identificado apenas como Rogério), ainda reserva de Zetti. No Santos, o goleiro titular era o Veloso, que estava emprestado pelo Palmeiras, além de contar com Ricardo Rocha. O Palmeiras, que foi o campeão, contava com Roberto Carlos, Edmundo, Evair, Edílson, e um cabelo Marcos. No Corinthians Rivaldo, Viola e Leto. A Portuguesa contava ainda com Denner. Outra curiosidade era a dupla Renato Gaúcho e Casagrande no Flamengo e Argel no Inter. Surpreendendo a todos com o vice-campeonato, o Vitória tinha nada menos que Dida e Vampeta, ambos com 19 anos.