A contratação de Paulinho foi confirmada na manhã desta segunda-feira (14) pelo Barcelona, logo após a derrota do time [VIDEO] diante do principal rival, o Real Madrid. Esse foi o primeiro jogo após a saída de Neymar, mostrando como o clube catalão está fragilizado no setor ofensivo e que Messi e Suárez jogam isolados num time que perdeu a criatividade e a magia de pouco tempo atrás.

Os meias Iniesta, Busquetes e Rakitic não vivem seu melhor momento juntos, tendo em vista os erros de passe grotescos e perdas de bolas que seriam fatais e decisivas para os gols do time de Madrid. A pergunta que fica é até quando o Barcelona vai se sustentar num estilo de jogo ultrapassado e previsível, que gira em torno do fantástico Iniesta no setor de meio de campo, mas que parece que começa a sofrer com o desgaste natural do tempo, assim como Busquets.

Seria o momento perfeito de começar a reforçar o clube com jogadores jovens e que já tenham peso no cenário mundial, como são os casos de Philipe Coutinho e Dybala, para ter um elenco forte e capaz de disputar as principais ligas e copas da Europa. Em contrapartida, indo totalmente de encontro ao conceito de renovação e criatividade apresentado nos últimos anos, a diretoria do Barcelona anunciou a contratação do meia Paulinho, que não faz o estilo de troca de passes do clube, por ser jogador de presença física, também por ter 29 anos, jogar no fraco futebol chinês e ainda por ter passado por situações difíceis nos Spurs, do futebol inglês, não conseguindo se firmar como titular ao fazer atuações apagadas e vexatórias.

Isso mostra como o clube está desesperado para fazer contratações e isso, de certa forma, interferiu no planejamento, pois Paulinho não vale os 40 milhões de euros (R$ 151 milhões) gastos na sua contratação.

Diante disso, há outros atletas mais jovens e que poderiam desempenhar muito melhor a função do meio de campo novo e de qualidade, como destacou o ex- jogador do Barcelona, Xavi, ao elogiar o meia com qualidade de passes impressionantes e responsável pela boa campanha do Nice, Jean Seri.

Além do mais, as opções do técnico catalão não são das melhores. Um bom exemplo disso ocorreu no jogo de ontem, onde Ernesto Valverde buscava uma solução para baile que o Real Madrid dava na defesa do Barcelona, mas ele olhava para o banco e não tinha opções que pudessem mudar a cara da partida.

Denis Suárez, André Gomes e Deulofeu definitivamente não são soluções para os problemas do clube, pois ainda são muito jovens e ainda não conseguem carregar a responsabilidade de fazer com que o clube catalão dispute de igual para igual com os principais clubes do mundo.