O Bahia tem se tornado um verdadeiro moedor de técnico neste Campeonato Brasileiro. Depois de provocar as demissões de Nei Franco, após a decisão da Copa do Nordeste, e Roger Machado, a vítima da vez foi Milton Mendes [VIDEO], que nesta segunda-feira (21) perdeu o emprego no Vasco, após derrota por 3 a 0 [VIDEO] para o Tricolor, no último domingo (20), em Salvador.

A demissão foi sacramentada após a chegada da delegação ao Rio de Janeiro. Aliás, já na chegada, tanto o agora ex-treinador como o elenco foram hostilizados por torcedores e foi preciso haver a intervenção de seguranças. Com o resultado, o time vascaíno – que completa 119 anos nesta segunda-feira - aumentou para cinco o número de jogos sem vencer e está à beira da zona de rebaixamento, com 25 pontos, apenas dois acima do São Paulo, primeiro time dentro do Z-4.

O presidente Eurico Miranda concederá uma entrevista no final da tarde para dar mais detalhes sobre a decisão de demitir Mendes e, possivelmente, anunciar um substituto. O nome mais especulado para assumir o cargo é o de Zé Ricardo, que há duas rodadas perdeu o emprego no Flamengo, após derrota, curiosamente para o outro time baiano.

Milton Mendes chegou ao Vasco durante a disputa do Campeonato Carioca, no lugar de Cristóvão Borges, e vinha até fazendo um bom campeonato brasileiro, até a interdição de São Januário. De lá pra cá, o time não venceu mais jogando como mandante, tendo empatado dois jogos e perdido outros dois em casa. O treinador ficou à frente do cruz-maltino em 27 jogos, dos quais venceu 11, empatou seis e perdeu 10.

O próximo jogo do Vasco será no próximo sábado (26), quando, às 16 horas, fará o clássico contra o Fluminense, no Maracanã.

Um tropeço, combinado à vitória de Avaí, Vitória ou São Paulo, mandará a equipe para o Z-4.

Reunião de técnicos

A alta rotatividade de treinadores no Brasil foi um dos temas de um encontro entre vários técnicos na manhã desta segunda-feira (21), na sede da CBF do Rio de Janeiro, que também contou com a presença do técnico da Seleção Brasileira, Tite.

Dentre as várias propostas discutidas, eles pediram que, já a partir do próximo ano, seja incluído no Regulamento Geral de Competições que um treinador poderá trabalhar no máximo em dois clubes, no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

Contando Paulo Autuori, que pediu para ser diretor esportivo do Atlético Paranaense, e Petkovic, que dirigiu o Vitória até a contratação de um treinador em definitivo, já houve 17 trocas de comando em 21 rodadas. O time baiano, que começou o ano com Argel, além do sérvio, já foi dirigido neste Brasileirão por Alexandre Gallo, o interino Flávio Tanajura e, atualmente, está com Vagner Mancini, que está em sua quarta passagem pelo clube.