Mesmo antes da eliminação do Palmeiras [VIDEO] para o Barcelona de Guayaquil, do Equador, em partida válida pelas oitavas-de-final da Libertadores, uma boa parte da torcida do Palmeiras, incluindo aí os que são e os que não de organizada, demonstravam descontentamento com o trabalho do diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos. Mas após a fatídica eliminação ocorrida em casa, no último dia 9, mais torcedores se juntaram ao grupo de descontentes e a coisa ferveu de vez nesta segunda (14), quando a Mancha Alviverde, principal torcida do Palmeiras, publicou um manifesto contra o presidente Maurício Gagliote, o técnico Cuca [VIDEO] e principalmente contra Mattos.

Uma das reclamações contra Mattos é a respeito das contratações caríssimas e que não vingaram no time. O diretor, que antes era considerado “um bom negociador”, agora é visto como alguém que deixou o sucesso subir à cabeça e que vem fazendo vários negócios ruins, mas que segue mantendo a pose.

A nota da Mancha Alviverde afirma que Mattos é arrogante, se acha o dono do Palmeiras, quando, na verdade, é apenas um funcionário muito bem pago e que deveria sair, após os negócios errados que fez, chamados na nota de “negociatas”.

De queridinho a odiado, a ascensão e queda de Mattos

Alexandre Mattos trabalhou como diretor no Cruzeiro durante três anos. Nesse período, a equipe conquistou dois Brasileiros (2013-2014). Em 2015, ele chegou ao Palmeiras e, graças ao dinheiro do clube, contratou 25 jogadores.

O clube subiu de patamar e ele se tornou um ídolo da torcida, com direito até a virar garoto-propaganda em um comercial para divulgar o programa de sócio-torcedor do clube.

Em 2016, com mais dinheiro entrando graças à patrocinadora, novos jogadores chegaram e Mattos seguiu sendo tratado como um grande diretor. A conquista do Brasileiro foi a chave de ouro do trabalho.

Em 2017, Mattos voltou às compras, mas algumas delas foram altamente criticadas, principalmente a de Borja e Deyverson, que segundo a nota da torcida custaram R$ 52, 7 milhões, quantia que daria para trazer outros nomes muito melhores.

Arrogância de Mattos também atrapalhou

Mesmo antes da crise estourar, muitos palmeirenses já vinham se queixando do ar de soberba infinita que Mattos adquiriu. Em várias entrevistas, ele deixava escapar um: “Eu não estou contente com isso”, “Eu não vou permitir isso aqui”, o que soava como uma arrogância de quem se acha realmente muito mais importante do que de fato é.