Em 17 de abril passado, o Conselho Deliberativo do Inter se reuniu para analisar as contas da gestão Vitório Píffero. O ex-presidente não compareceu à reunião por estar hospitalizado. Foi até colocado em votação um pedido de adiamento para que Píffero pudesse se defender, mas a proposta foi rejeitada.

Colocadas em votação, as contas foram reprovadas pelo Conselho. Em toda a história do Inter, esta foi a primeira vez que as contas de uma gestão não foram aprovadas.

Nessa ocasião, foi debatido a abertura de uma sindicância para apuração dos fatos, mas como era preciso ter conhecimento técnico, decidiu-se, então, pela contratação de uma empresa para realização de uma auditoria.

A empresa contratada foi a Ernst & Young, presente em 150 países e é uma das quatro maiores empresas de serviços profissionais do mundo. Em 728 escritórios e com mais de 190 mil funcionários, tem sede em Londres, na Inglaterra, e presta serviços de auditoria, elisão fiscal, consultoria e transações corporativas.

O relatório da Ernst & Young foi apresentado ao Conselho no dia 5 de setembro e apontou muitas irregularidades e pelo menos R$ 18 milhões estão sendo investigados. Desse total, R$ 9 milhões foram destinados a cinco empresas de construção civil. Só que elas são de pequeno porte e colocam o mesmo número telefônico na nota fiscal. Os outros R$ 9 milhões simplesmente foram sendo sacados da conta do clube ao longo de 2015/2016 e eram comprovados com notas de tudo, inclusive das mesmas empresas de construção civil.

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O Conselho Deliberativo do Inter resolveu criar uma Comissão Especial, que está sendo presidida por José Amarante, que já deixou claro que só falará com a imprensa após 30 dias, que será o prazo que durará essa comissão. Ele disse que "o Inter não vai varrer para debaixo do tapete nenhuma sujeira, mas também não jogará na lama o nome de qualquer pessoa." Serão ouvidos todos os responsáveis e que, sem dúvida, maculam a história colorada.

Dentro do Conselho já há uma movimentação para que Píffero seja excluído do quadro do Conselho e já está sendo considerada a pior gestão no clube em todos os tempos.

Palavras finais de Amarante: "A responsabilidade é muito grande. É uma situação que nenhum colorado gostaria de participar e se eu aliviar para qualquer pessoa, qualquer procedimento, eu deixo de ser colorado. Nosso procedimento será com base técnica, sem revanchismo.

O que vamos ver é o movimento das contas, nada diferente disso. Não levaremos em conta nada estranho ao que for documento."

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