Membros do alto escalão da CBF deixaram o Brasil nesta terça-feira (12) e embarcaram em voo rumo à Zurique, na Suíça para se reunirem com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e com a secretária-geral da instituição, Fatma Samour. A informação é do GloboEsporte.com

Os representantes que viajaram em nome da CBF foram o diretor-executivo de gestão, Rogério Caboclo, o vice-presidente Fernando Sarney e o diretor de governança e conformidade, André Megale.

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não viajou mais uma vez. Del Nero não sai do Brasil desde maio de 2015. Ele teme ser preso pelo FBI, segundo o secretário-geral Walter Feldman.

Entre os assuntos que serão tratados com a Fifa está o pedido para que as outras confederações continentais passem a aprovar o certificado do curso de treinadores da CBF. O principal interesse é que a Uefa reconheça a formação dos treinadores brasileiros.

De acordo com o GloboEsporte.com, o assunto já havia sido conversado anteriormente entre o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Atualmente, os treinadores brasileiros não podem dirigir as equipes europeias sem obter uma licença da federação local. Um exemplo é o do técnico Vanderlei Luxemburgo que falou em agosto sobre a sua passagem pelo Real Madrid, em 2005, quando teve que obter uma autorização da Federação Espanhola para poder trabalhar lá.

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"Para eu ser técnico do Real Madrid e ser aceito, a CBF teve que enviar para o clube e para a federação espanhola o meu currículo e confirmar que eu era técnico no Brasil. Cheguei na Espanha e a associação de técnicos teve que me aceitar e me dar permissão para trabalhar lá. E eu tive que pagar 3% do meu salário para a associação me conceder esse direito de eu poder exercer minha função", escreveu Luxemburgo em seu perfil no Facebook.

Licença obrigatória

Desde 2015, a CBF oferece cursos para a formação de profissionais que estejam capacitados a atuar no Futebol. São cinco níveis: D - para atuar em projetos sociais; C - para trabalhar em escolinhas de futebol; B - para categoria de base; A - para o futebol profissional e PRO - para atuar em nível de excelência. As aulas práticas são realizadas na Granja Comary, em Teresópolis. No entanto, os cursos são caros e demorados.

Para concluir toda a formação, é preciso investir cerca de 40 mil reais e 800 horas de aulas. Em comparação, para os certificados da Uefa leva-se 678 horas.

A partir de 2019, será obrigatório que os técnicos tenham obtido a licença de especialização para poderem comandar um clube no Campeonato Brasileiro das séries A, B, C e D. Atualmente, apenas seis treinadores da Série A possuem certificados válidos de acordo com o novo regulamento: Claudinei Oliveira (Avaí), Jair Ventura (Botafogo), Vagner Mancini (Vitória), Fábio Carille (Corinthians), Zé Ricardo (Vasco) e Mano Menezes (Cruzeiro).

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, em matéria publicada em maio de 2017, a regra pode ser flexibilizada com a concessão de licenças especiais para treinadores com experiência reconhecida ou até mesmo pode acontecer o adiamento da aplicação das novas regras. Ainda segundo a Folha de S. Paulo, a Conmebol pretende adotar regra parecida a partir de 2021.

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