O Palmeiras [VIDEO] é o quarto colocado no Campeonato Brasileiro e venceu o São Paulo de goleada no último domingo diante do seu torcedor. A vitória, claro, acalmou um pouco os ânimos após a eliminação na Copa Libertadores da América para o Barcelona-EQU. Nos pênaltis, os equatorianos passaram e chegaram nas quartas de final.

Foi um baque. Internamente, o presidente Maurício Galiotte sofreu grande pressão para mandar o técnico Cuca e o executivo Alexandre Mattos embora. Ambos não agradam. Mas Galiotte teve pulso firme e manteve os dois, prometendo uma melhora no desempenho.

O alto investimento feito pela Crefisa, parceira do clube, também turbinou a pressão.

A expectativa em torno do time em 2017 foi altíssima, gerando uma pressão exagerada pela conquista da América. Somado à isso, Cuca chegou com a competição em andamento e não teve muito tempo para acertar a equipe, se complicando ainda mais.

Desempenho ruim de Borja

Contratado à peso de ouro, o atacante Miguel Borja veio do Atlético Nacional e é considerado o melhor jogador das Américas [VIDEO]. Junto com Alejandro Guerra, que também veio do time colombiano, a dupla prometeu bastante. Mas os resultados em campo não chegaram.

Borja não teve nenhum desempenho interessante desde que vestiu a camisa do Palmeiras pela primeira vez. Com Cuca, o centroavante também precisa marcar, e o estilo de jogo o prejudica.

Antes de defender a Colômbia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, o empresário de Borja disse que 'ele não está feliz' e que 'quer vencer no Palmeiras'.

A declaração não caiu bem no Brasil, e o jogador deverá ter uma conversa com o técnico Cuca e com a diretoria.

Quase foi vendido

De acordo com o portal Globo Esporte, Borja quase foi vendido para o Watford, da Inglaterra. O time inglês foi um dos interessados no atleta, assim como duas equipes da Espanha. O negócio só não foi para frente por uma norma da FA (Footbal Association), que impõe que o jogador que for jogar por lá precisa passar por pelo menos 30% dos jogos de sua Seleção nos últimos 24 meses. Borja não alcançou essa numeração e não conseguiu sair.

Richarlysson, do Fluminense, passou pela mesma situação quando foi negociado. Mas, à seu favor, comprovaram-se as escalações na seleção de base e a consideração de um futuro promissor por ser jovem, abrindo-se uma exceção no caso. Borja não teve a mesma sorte.

A janela de transferências fecha nesta quinta-feira e Borja continua no Palmeiras. Pelo menos por enquanto.