O Palmeiras [VIDEO] iniciou o ano de 2017 com o status de clube mais rico e mais organizado financeiramente do Brasil. Em tese, é verdade: com o patrocínio da Crefisa mantido e com Maurício Galiotte na presidência, os ânimos se acalmaram e o Alviverde pode sair às compras com mais clareza e determinação.

Reforços? Muitos. Assim como 2015 e 2016, o Verdão virou uma verdadeira 'metralhadora' de contratar. Trouxe pelo menos 8 reforços de nome para se juntar ao elenco que já era qualificado e carimbado com o título de Campeão Brasileiro. Não tinha nada como dar errado.

Mas o Futebol não é e nem nunca será uma ciência exata, e a estratégia não deu certo.

No Paulistão, o Alviverde foi eliminado pela Ponte Preta após ser goleado na primeira partida por 3 a 0. Ali começava a queda de Eduardo Baptista, então treinador.

Na Copa do Brasil, o Palmeiras saiu perdendo por 3 a 0 no Allianz Parque e empatou na segunda etapa. Em Minas Gerais, abriu o placar, mas viu o time mineiro empatar no fim e garantir a vaga por ter feito mais gols fora de casa. Após a partida, o volante Felipe Melo cobrou os companheiros de modo forte e foi afastado do elenco pelo técnico Cuca.

Na Copa Libertadores, grande objetivo do ano, a queda aconteceu nos pênaltis contra o Barcelona-EQU. Egídio desperdiçou [VIDEO] a última cobrança e o Verdão deu adeus à competição. A pressão foi muito forte para Maurício Galiotte demitir Cuca e o executivo Alexandre Mattos. Conservador, Galiotte decidiu manter ambos em seus cargos.

Duas baixas

Na janela de transferências internacionais, o Palmeiras foi o clube que menos perdeu jogadores. Foram apenas dois: o zagueiro Vitor Hugo, que foi para a Fiorentina, e o meia Vitinho, que integrou a equipe do Barcelona-B.

Para suprir a ausência do zagueiro, a diretoria foi atrás de Juninho, que veio do Coritiba, e do zagueiro campeão olímpico Luan, que vestia a camisa do Vasco. Para o lugar de Vitinho, o espaço ficou aberto para o jovem Hyoran e Raphael Veiga, que já eram do grupo.

Propostas recusadas

Duas negociações não avançaram justamente por conta do clube poder se dar esse 'luxo' de não precisar tão urgente do lucro da venda de atletas. O atacante Dudu recebeu recentemente proposta do Fenerbahce, da Turquia, mas nem iniciou o diálogo. O clube ofereceu 9 milhões de euros, valor considerado muito baixo pela diretoria alviverde.

Borja também teve proposta recusada. O Watford, da Inglaterra, ofereceu os mesmos R$ 30 milhões, mas o Verdão decidiu mantê-lo.