Uma das parcerias mais celebradas pelo São Paulo [VIDEO]nos últimos tempos pode chegar ao fim bem antes do planejado. A fornecedora de material esportivo Under Armour estuda romper o contrato com o Tricolor, que por sua vez, não quer abrir mão da multa rescisória. O acordo entre as partes vai até 2019.

A razão alegada pela empresa norte-americana é que a venda de camisas está muito abaixo das expectativas, o que tem causado prejuízos. A empresa está com o clube paulista desde 2015, porém esse período coincidiu com uma das piores fases do time e escassez de títulos, o que impacta de forma direta na venda de material esportivo.

O jogo duro do São Paulo em relação a quebra de contrato com a fornecedora tem uma razão. Considerado por ambos os lados como o maior contrato [VIDEO] de fornecimento de material esportivo do Brasil, o acordo é uma das principais fontes de renda do clube. Somente em dinheiro são 15 milhões de reais aunais pagas pela empresa, além de outros 12 milhões em fornecimento de material esportivo. Ao todo, caso seja cumprido de forma integral, o acordo chegaria a 135 milhões de reais. O valor é maior do que o pago pelo Banco Intermedium (ou Banco Inter) que estampa sua marca no peito e nas costas da camisa, partes mais nobres do uniforme, por 14 milhões de reais anuais.

A diretoria do Tricolor já dá a saída da empresa como certa, tanto que já foi ao mercado em busca de uma substituta e que pague valores próximos ao que vem recebendo.

Antes de fechar com a Under Armour os uniformes do São Paulo eram confeccionados pela Penalty, porém a relação com a fornecedora brasileira foi turbulenta, com atrasos de pagamento e também com queixas sobre a qualidade do material. Por conta disso, o acordo acabou sete meses antes do previsto, sem pagamento de multa por nenhum dos dois lados.

Além do São Paulo, a Under Armour também tem um acordo com o Fluminense, fechado em maio deste ano. Porém, pelos lados das Laranjeiras, a fornecedora nem cogita deixar o clube carioca, onde os valores acertados são inferiores e possibilita aos norte-americanos lucrarem.

Outros patrocinadores

Esse não seria o primeiro caso de um patrocinador romper com o São Paulo antes do final do contrato. Em 2014, a Semp – que era patrocinadora máster – alegou problemas financeiros para encerrar o acordo seis meses antes do que deveria. Após isso, o time jogou praticamente dois anos com o uniforme 'limpo' ou com patrocinadores pontuais. No ano passado a Prevent Senior chegou para ocupar o espaço vago na camisa, mas acabou saindo quando ainda restavam nove meses para o vencimento do acordo.