Imagina como deve estar o coração de Ernesto Valverde na liderança do Barcelona diante da situação política que se encontra a Catalunha, prestes a separar da Espanha, e por isso, receber uma grande repressão constitucional nas suas instituições. Valverde é da província de Cáceres – Comunidade Autônoma da Estremadura (divisa com Portugal) e já foi campeão da Supercopa da Espanha.

A pressão também dever estar sob os familiares dos jogadores, [VIDEO] como o zagueiro catalão Gerard Piqué nascido em Barcelona. A mesma situação deve ser mencionada ao meia Sérgio Busquets, nascido na cidade Sabadell, também catalão. Denis Suárez, meia, é espanhol nascido na província de Pontevedra (ao Norte de Portugal).

O homem da taça, o capitão André Iniesta, é nascido na província de Albacete, mais ao Sul da Espanha. Deulofeu, centroavante, nasceu na Catalunha.

Alcacer, atacante, nasceu na província de Valença (Sudeste da Espanha). Jordi Alba, lateral esquerdo, é nascido em Barcelona (catalão). O meia Sergi Roberto é catalão. O meio campista Alexei Vidal é de Terragona, província próxima da Catalunha.

No elenco de 25 jogadores do Barça, quatro são nascidos na Espanha e cinco são nascidos na Catalunha, os demais são estrangeiros. O clima está tenso e os jogadores terão que superar o momento difícil que passam os espanhóis como um todo, um momento de divisão. Numa enquete realizada pelo jornal catalão “20 minutos”, até esta quarta-feira (25), 69,96% (16.376 participantes) votaram a favor da aplicação do Art.

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155 da Constituição Espanhola e 27,25% (6.379 votos) são contra, optando pelo diálogo e ainda outros 2,79% (652 votos) não têm opinião formada sobre o caso.

Pesa mais ainda a situação do Barcelona diante deste conflito. O presidente da Liga Espanhola de Futebol, Javier Gómez, já afirmou categoricamente que havendo independência da Catalunha, o Barcelona está fora do Campeonato Espanhol, assim como todos os clubes da Catalunha. Com isso, certamente o Barcelona perderia uma história exemplar no torneio e a próprio competição ficaria sem o brilho de um gigante.

Medidas políticas tensas como esta que passa a Espanha na possível secessão Catalã não é suficiente para retirar o brilho do Barcelona, que segue adiante colecionando vitórias. A mais recente nesta terça-feira (24) contra o Real Murcia, quando venceu por 3 a 0, teve domínio de jogo durante todo o tempo e avança na Copa Rei da Espanha.

O futebol que une povos e culturas, nessa hora, sofre com as mediadas políticas. No entanto, superando as diferenças, ascende uma luz de esperança para a possível resolução dos conflitos ao caminho da paz. Um fair play político para jogadores, familiares e cidadãos.