O Palmeiras empatou com o Bahia no Pacaembu em 2 a 2 pelo Campeonato Brasileiro. As circunstâncias [VIDEO], porém, não foram boas. Com vantagem de dois gols no placar, o Verdão estava perto da vitória. Levou gol no final do primeiro tempo e no final do segundo, passando esse 'intervalo' sem jogar bem e oferecendo muitas chances ao rival.

O empate derrubou o técnico Cuca do cargo. Estafado, o próprio treinador pediu para deixar o comando técnico palestrino. Não suportou a pressão do torcedor e também as divisões internas no elenco. Alexandre Mattos, executivo de Futebol, até tentou intervir novamente, mas preferiu acatar o pedido do comandante.

Cuca já tinha pedido demissão em outras duas oportunidades. Uma delas após a eliminação contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil, em Minas Gerais. Vencendo até os 40 do segundo tempo, o Verdão acabou se complicando bastante e não conseguiu segurar. Os mineiros fizeram gol após falha de Egídio no ataque e falha de Yerry Mina na zaga. Nos vestiários, o volante Felipe Melo cobrou pesado seus companheiros e foi punido pelo treinador, consequentemente afastado.

E a diretoria?

Maurício Galiotte, atual presidente, e Alexandre Mattos respeitaram a decisão do treinador e afastaram Melo. Mas uma ameaça extrajudicial do jogador trouxe à tona a realidade de colocá-lo de volta. Mesmo incomodado, Cuca aceitou.

A demissão de Cuca veio após uma sequência de erros. Em coletiva, Galiotte agradeceu o trabalho do treinador e disse que o novo técnico do Palmeiras é Alberto Valentim.

O auxiliar será analisado interinamente e pode ser efetivado no cargo. Internamente, diretores discutem essa possibilidade e acreditam que chegou a hora de alçar Valentim na profissão. Já uma ala mais conservadora quer Mano Menezes, do Cruzeiro.

Reforços

Galiotte aproveitou para ressaltar que o planejamento para 2018 já começou e que o Palmeiras terá um time forte. Reforços devem chegar para algumas posições e a busca pela Copa Libertadores da América ainda é o objetivo maior. Mas antes o time precisa se classificar, e os resultados ruins já ameaçam a situação.

A gestão de Galiotte não é boa e o próprio presidente assumiu. O ano de 2017, o primeiro no comando, não teve êxito. A falta de títulos e os consecutivos vexames em clássicos colocaram a capacidade da diretoria de gerenciar recursos em xeque. Mesmo com R$ 100 milhões aplicados pela Crefisa no time, o Verdão não conseguiu bons resultados como conseguiu em 2015 e 2016.