Quando Miguel Borja chegou ao Palmeiras no inicio de 2017, por R$33 milhões, a maior contratação da história do clube, todos diziam que o colombiano era a cereja do bolo palmeirense para a temporada. O grande trabalho feito no Atlético Nacional (COL) em 2016 com a conquista da Copa Libertadores deu ao atacante o status de estrela, tanto é que em sua chegada a São Paulo foi recebido nos braços da torcida e tudo se encaminhava para um casamento perfeito, quando nos seus dois primeiros jogos o atacante fez dois gols.

Mas o inicio que parecia ser muito promissor não se sustentou por muito tempo, com a queda de rendimento da equipe ,e por consequência, do então treinador Eduardo Baptista e a chegada de Cuca, o colombiano foi aos poucos perdendo espaço no time titular.

Os gols rarearam e a chegada de Deyverson fez o então principal reforço da temporada amargar o banco de reservas.

Questionado por imprensa e torcida, Cuca disse diversas vezes que a falta de participação do colombiano quando o time não tinha a bola era o principal motivo para a falta de oportunidades na equipe titular. A torcida, que antes apoiava o jogador, agora duvidava do seu potencial e questionava o alto investimento feito pelo clube para tirá-lo do #Futebol colombiano.

É claro que Borja não é craque, tão pouco o fenômeno que muitos diziam, mas também está longe de ser a enganação que os torcedores e a imprensa estão dizendo. O jogador claramente está sob pressão por conta do alto investimento feito para contratá-lo, pelo incrível desempenho na sua curta passagem pela equipe campeã da ultima Libertadores e, principalmente, pelo fato do Palmeiras 2017 não ter engrenado.

Responsabilidade que deve ser atribuída aos treinadores que o comandaram nessa temporada e que não souberam tirar o que o jogador tem de melhor. Na passagem de Eduardo Baptista, a equipe pouco criava situações de gol, em muitos jogos acabou vencendo na base da pressão como nas partidas da primeira fase do torneio continental.

Já Cuca quis remontar o Palmeiras de 2016, mas não tinha Gabriel Jesus e, como o colombiano não tem a mesma mobilidade do atual camisa 9 da Seleção, preferiu deixá-lo de lado e trazer Deyverson, que é mais participativo na questão tática.

O futebol brasileiro está cheio de treinadores que chegam com conceitos definidos nos clubes e são incapazes de tirar o melhor do elenco que tem quando os jogadores não tem o perfil desejado por eles. A maioria quando contratada faz diversos pedidos de atletas com quem trabalharam em outros clubes.

Parecem ter preguiça de montar um esquema com as peças que estão disponíveis no plantel e sempre optam pelo óbvio, falta ousadia.

Isso também é motivado pelo pouco respaldo dado pelos dirigentes, que são mais apegados a resultados do que planejamento.

O fim do jejum de gols pode marcar um recomeço para o colombiano, que agora, nas mãos de Alberto Valentim, pode ter mais chances de jogar como gosta, próximo da área e sem a necessidade de correr atrás dos zagueiros adversários.

Borja não é nenhum primor de atacante, mas se souberem utilizá-lo da maneira correta, pode ser o jogador que o Palmeiras precisa para conquistar os títulos que tanto almeja. #Série A