Com o fim das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 e a classificação brasileira em primeiro lugar – para torcedor nenhum botar defeito – #Tite, basicamente, tornou-se o símbolo da retomada do bom futebol da Seleção. Gaúcho, de Caxias, foi justamente no clube de sua cidade em que o primeiro título como comandante veio, em 2000, sendo campeão regional em cima do Grêmio de Ronaldinho Gaúcho e Cláudio Pitbull, calando o Olímpico e colocando o nome de Adenor Bachi, o Tite, no radar do futebol brasileiro.

Curiosamente, no ano seguinte, Tite é contratado pelo Grêmio e fatura o Gauchão pelo segundo ano consecutivo, além de trazer para sua galeria de títulos o primeiro nacional do currículo, ganhando a Copa do Brasil de 2001 em cima do Corinthians, vencendo o clube paulista por 3 x 1, no Morumbi.

Dali em diante, acumulou boas campanhas por outros clubes e mais um regional gaúcho, dessa vez com o Internacional, além de uma Sulamericana.

No entanto, foi em uma equipe paulista, o Corinthians, que Tite, entre idas e vindas, explodiu e se consolidou como um dos maiores técnicos brasileiros da atualidade. Conseguir a chancela de treinador mais vitorioso e multicampeão por uma equipe não é fácil, mas Adenor obteve esse feito no comando dos alvinegros, ao conquistar seis taças, incluindo a inédita Libertadores da América.

O começo de Adenor e sua filosofia vencedora na seleção

Graças ao seu sucesso em terras brasileiras, Tite foi convidado, no primeiro semestre de 2016, a salvar o Brasil, nas eliminatórias para a Copa, da campanha desastrosa que Dunga vinha fazendo no comando da Seleção, que estava em sexto lugar e jogava uma bolinha de doer os olhos.

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O convite foi prontamente aceito para nossa alegria.

No comando da Canarinho, as evoluções técnica, tática e emocional do time puderam ser notadas em um piscar de olhos. Logo na primeira partida, com o espetáculo de Gabriel Jesus, vencemos o Equador fora de casa e seguimos rumo à liderança. A Seleção comandada em campo por Neymar, Coutinho [VIDEO], Paulinho e Jesus deu show de eficiência. Quem não se lembra do baile por 3 x 0 em cima dos “hermanos”?

Adenor conseguiu resgatar a identidade vencedora brasileira e vem tirando o melhor de cada jogador. No setor ofensivo, não existe mais aquele camisa 9 tradicional que espera a bola para empurrar e sair para o abraço. Agora, nosso homem-gol é móbil, volta para buscar o jogo e se movimenta bastante lá na frente. O que possibilita isso é o esquema tático, com três jogadores vindos de trás, Neymar flutuando na meia ofensiva, deixando Jesus mais solto no ataque.

A campanha foi tão boa que se tirássemos a pontuação conquistada por Dunga, ainda estaríamos classificados para o torneio mundial. Com aproveitamento de cerca de 90% em jogos oficiais, Tite recolocou o Brasil no topo do futebol mundial e provou que a geração não era fraca, o que estava fraco era como as coisas eram conduzidas ali dentro. #Hexa #Seleção Brasileira