Nesta quarta-feira (29), o maior desastre de 2016 completará um ano, um acidente que parou o Brasil e deixou o mundo do futebol de luto. A queda do avião que levaria o time da Chapecoense até a cidade de Medellín (Colômbia) trouxe muita tristeza para familiares, amigos e fãs das setenta e uma pessoas que não sobreviveram, entre eles estavam jogadores, membros da diretoria e da comissão técnica, jornalistas, tripulantes e convidados. Apenas seis conseguiram sobreviver ao desastre.

O time da #Chapecoense tinha alcançado um grande marco na história do time ao se classificar para a final da Copa #Sul-americana da temporada de 2016.

Disputar o título internacional seria um momento único para o clube e para a pequena cidade de Chapecó. Mas o que ninguém sabia é que toda aquela empolgação e alegria terminaria durante o voo para a primeira partida que decidiria o campeão sul-americano. A queda do avião aconteceu na madrugada, momentos antes de chegar ao aeroporto da Colômbia.

Após um ano, a maioria dos familiares continua morando na cidade de Chapecó, interior de Santa Catarina. “Chapecó foi o melhor lugar que a gente viveu. A dor foi se transformando em saudade. O amor vai continuar para sempre”, comentou a viúva de Willian Thiego, Suzi Ribas, ao Jornal Hoje.

A viúva do jogador Danilo, Letícia Padilha, disse que voltou à cidade dos pais para tentar retomar a sua vida, pois é difícil para ela. O jogador era o pilar do lar do casal.

O filho ainda não entende a morte do pai e é muito doloroso vê-lo perguntar: "O papai está esperando?".

A maioria das famílias envolvidas no desastre marcou um encontro em Chapecó há algumas semanas para receber uma medalha de honra ao mérito desportivo e por um momento, os 12 meses de dor deu espaço a outro sentimento: o “orgulho”.

A viúva de Filipe Machado expressou seu sentimento dizendo que o jogador é o amor de sua vida e sempre será, e que sempre sentiu muito orgulho dele. Ela finalizou dizendo que não é qualquer um que ganha essa medalha, e ver a filha recebendo por ele, aumentou ainda mais o orgulho.

O clube afirma que toda a indenização, rescisão, seguro e premiação foram pagos aos familiares dos jogadores mortos. E um valor de cinquenta e oito mil reais foi pago para as famílias de todos os brasileiros mortos e sobreviventes que estavam presentes no avião. Enquanto isso, o Ministério Público da Bolívia tem até o fim do primeiro semestre de 2018 para conclusão das investigações. #LaMia 2933