Teve nervosismo, disputas, polêmicas e muitas, muitas emoções, mas ao fim da noite desta quarta-feira, dia 22, o Grêmio deixou o gramado de sua Arena feliz com a vantagem de 1 a 0 obtida contra um valente Lanús na primeira partida da final da Libertadores da América, disputada em Porto Alegre.

Com o placar, conquistado com gol de Cícero aos 37 do segundo tempo, o Imortal Tricolor precisa apenas de um empate na Argentina, na semana que vem, para conquistar o terceiro título de Libertadores de sua história.

Os times voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, dia 29, no estádio La Fortaleza, casa do Lanús em Buenos Aires.

Como a final da Libertadores não tem saldo qualificado como nas fases anteriores, uma vitória simples do Lanús leva o jogo para a prorrogação e, persistida a igualdade no placar combinado, pênaltis, independente do número de gols marcados pelo Grêmio em território argentino.

Grohe volta a salvar a pátria gremista

Se Cícero, que chegou há apenas alguns meses e saiu do banco para marcar o tento da vitória, foi um improvável herói para a noite do Tricolor gaúcho, o mesmo não se pode dizer do cada vez mais ídolo Marcelo Grohe, que salvou a pátria gremista novamente com milagres embaixo das traves.

No mais impressionante deles, o goleiro defendeu uma cabeçada à queima-roupa aos 39 minutos do primeiro tempo, quando o zagueiro Braghieri subiu mais alto do que a zaga gremista e levou um perigo gigante para a meta do Imortal.

Mas, assim como foi contra o Barcelona de Guayaquil, nas semifinais, Grohe estava lá para garantir que a bola não estufasse as redes do Grêmio, que vê o título cada vez mais perto, mas ainda consciente de que terá uma acirrada batalha pela frente na próxima quarta-feira.

Substituições de Renato mudam o cenário do jogo

Ídolo tricolor e campeão da Libertadores e do Mundial com o Grêmio em 1983, o técnico Renato Gaúcho teve participação decisiva na vitória.

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Grêmio Libertadores

Travado, o time gaúcho viu a equipe visitante ganhar espaço e levar perigo no primeiro tempo, sendo salva por Grohe também em outro lance, quando, aos 33 do primeiro tempo, Martinez bateu cruzado e o goleiro se esticou para salvar. Ciente de que precisava mudar a forma de jogar, Renato sacou Jailson, Fernandinho e Barrios para promover as entradas de Cícero, Everton e Jael.

A mudança do treinador surtiu efeito. Com o time mais solto, o Grêmio conseguiu furar o bloqueio dos argentinos já no fim do segundo tempo, quando Edílson lançou de trás, Jael desviou e Cícero apareceu no meio da área argentina para completar e libertar o grito do público de 55 mil pessoas presentes na Arena.

Gremistas reclamam de pênalti não marcado

E se engana quem pensa que o gol foi suficiente para acalmar os ânimos na Arena. Com a bola ainda rolando, o Grêmio teve tempo para viver mais uma emoção digna de final de Libertadores, mas o desfecho não foi tão positivo quanto o gol. No último lance do jogo, que foi até os 50 com acréscimos, Jael foi empurrado pelo volante Aguirre dentro da área, e o árbitro não marcou. Pior: como o jogo já havia acabado, a equipe gaúcha não pode nem contar com o tira-teima do árbitro de vídeo.

A decisão de não marcar a penalidade revoltou a equipe do Tricolor, que chiou muito com a arbitragem.

Desfalques para a finalíssima

Agora, as duas equipes voltam suas atenções para a próxima quarta-feira, dia 29 de novembro, quando o campeão da Libertadores 2017 será conhecido. De cara, ambos os times sabem que não contarão com um de seus zagueiros titulares cada. Do lado gremista, Kannemann levou o terceiro amarelo e não joga. Já no Lanús, Braghieri foi amarelado e, suspenso, também não joga a grande decisão.

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