Finalmente os torcedores do Vasco da Gama tiveram uma resposta, ao menos provisória, sobre o polêmico caso da urna 7 nas eleições presidenciais do clube. A juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52° Vara Cívil do Rio de Janeiro, expediu uma liminar em que anula os 475 votos da polêmica urna 7. Com isso, oficialmente, pelo menos neste momento, Júlio Brant está oficialmente eleito presidente do clube a partir de 2018. Como se trata de uma tutela antecipada, a decisão ainda é provisória e cabe recurso por parte da diretoria do Vasco. Eurico Miranda, atual presidente, fica em segundo lugar nas eleições se a decisão se mantiver como definitiva.

Mais importante do que a decisão provisória, é um detalhe na decisão da magistrada.

Ela ainda ordenou que o presidente da Assembléia Geral do Vasco, Itamar Ribeiro de Carvalho, convoque eleição do conselho deliberativo do clube sem contar os 475 votos, ou seja, Júlio Brant indicará 120 conselheiros, e Eurico, 30. Isso, na prática, assegura a chapa de Júlio Brant um maior controle nas decisões do clube assim que assumir o mandato. Se Eurico Miranda não publicar a decisão da juíza em uma ata nas próximas 72 horas, terá que pagar multa no valor de 50 mil reais.

Entenda a polêmica

Entre novembro de dezembro de 2015, justamente a data limite para a adesão de sócios votantes, houve um aumento incomum no número de novos sócios com direito a voto nas eleições presidenciais [VIDEO] do Vasco. Isso levantou muitas suspeitas principalmente entre os candidatos da oposição nas eleições presidenciais.

Com o levantamento desta suspeita, houve uma decisão judicial em que determinava que todos esses sócios votassem em uma urna separada nas eleições para que depois a mesma fosse analisada, justamente a tal urna 7. Vale ressaltar que, após a apuração dos votos das eleições, a urna 7 recebeu 90% de votos a mais para Eurico Miranda [VIDEO], o que resultou na vitória do candidato. Se fosse desconsiderados os votos da urna, Brant seria o vencedor.

Para colocar ainda mais fogo na polêmica, nos dias que antecederam as eleições, muitas denúncias de membros da oposição e até mesmo dos próprios sócios colocaram ainda mais em xeque a lisura das eleições. O julgamento definitivo do caso deve acontecer em dezembro, até lá, vale a decisão da tutela antecipada, de que Eurico Miranda fica no cargo até dia 31 de dezembro, quando então Júlio Brant assume. Eurico Miranda ainda não confirmou se irá recorrer.