Hoje de manhã Pablo Paladino deu sua primeira entrevista depois da morte de seu colega Jorge Alejandro Delhon, para a rádio argentina “Radio 10”. Paladino deixou claro que Delhon era um homem honrado e que não estava envolvido com propinas.

Ao ser questionado sobre as motivações que levaram ao suicídio do amigo ele respondeu: “Não era depressivo. Era um homem que trabalhou e se esforçou por sua família.

Tinha códigos de ética pessoal muito fortes, e se viu em uma acusação como de um delinquente. Naqueles segundos ele não conseguiu suportar uma situação dessas.”. E completou: “Era um advogado que tinha que trabalhar e se esforçar para que os filhos fossem para a faculdade, mas um sem vergonha como Burzaco nos fez perdê-lo”.

Futebol para todos

Jorge Alejandro Delhon foi encontrado morto na noite desta terça-feira (13) pela polícia argentina.

O advogado de 52 anos se jogou na ferrovia, na cidade de Lanús. Delhon havia sido citado por Burzaco em sua delação sobre o caso FIFA, neste mesmo dia.

Delhon trabalhou na Chefia de Gabinete de Cristina Kirchner entre 2012 e 2015, e era dirigente do “Futbol para todos”, um projeto que garantia a transmissão de jogos de Futebol dos times argentinos da primeira divisão, da série B além da final da Libertadores e do Campeonato Sul-Americano.

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Segundo Burzaco, os dois haviam cobrado propina de até US$ 4 milhões entre 2011 e 2014. O jornal argentino “Clárin” ainda aponta que Delhon era amigo de Carlos Rivera, dono de uma empresa financeira que descontava cheques dados pela AFA para os clubes. A operação era feita em troca de altas comissões.

TV Globo no alvo

Em sua delação, que começou dia 13 nos Estados Unidos, Burzaco também denunciou grandes empresas brasileiras como a TV Globo e a Traffic, a Fox Sports (EUA), Televisa (México), Media Pro (Espanha) e Full Play (Argentina) de pagar propina para terem o direito sobre o futebol mundial e na transmissão de torneios e campeonatos.

Tanto a Rede Globo quanto a Fox Sports já se pronunciaram, se dizendo inocentes das acusações de Burzaco.

O ex-presidente da CBF também foi citado na declaração, acusado de receber suborno da Fox Pan American Sports, junto com o vice-presidente executivo e financeiro da FIFA Julio Grondona e Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol. Segundo o declarante, um funcionário da empresa fez um contrato falso cobrindo os US$ 3,7 milhões dados aos três.

Essa investigação é decorrente do escândalo envolvendo a FIFA e grandes nomes do esporte internacional de 2015.

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