O dia de hoje (29 de novembro) (2017), ficou e ficará marcado para sempre na história de brasileiros, colombianos e outros amantes de futebol espalhados pelo mundo afora, com um sentimento de profunda tristeza e comoção. O aconteceu é que no mesmo dia (29 de novembro) de 2016 aconteceu um dos mais terríveis acidentes da história da aviação e do futebol internacional, trata-se do acidente envolvendo o avião que levava toda a delegação da Chapecoense [VIDEO] para a disputa de um torneio na Colômbia.

Pode-se dizer que o triste acontecimento começa no dia 23 de novembro de 2017, quando o time conseguiu uma classificação heroica para a grande final da Copa Sul- Americana do mesmo, eliminando o San Lorenzo da Argentina, com uma defesa “milagrosa” do goleiro Danilo no final da partida.

Ao final deste mesmo jogo, os jogadores fizeram uma linda festa dentro do vestiário, com a presença de toda a comissão técnica e até alguns dirigentes.

Ainda em clima de muita festa pela conquista não somente de uma vaga para a grande final, mas por poder pela primeira vez chegar tão longe em um campeonato internacional, os jogadores, toda a comissão técnica, o presidente e alguns diretores foram para o aeroporto de Santa Catarina, pegaram um vôo para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde foram pegar o avião particular do Clube, da empresa aérea LAMIA, que seguiria para o aeroporto de José Córdova, em Medellín na Colômbia, com uma escala no aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra.

Fato 1: A empresa LAMIA não teria condições de exercer transporte, pois estava com documentos e inspeções vencidos.

O voo chegou à primeira parada no aeroporto de Viru Viru, lá o avião deveria passar por um abastecimento, coisa que não aconteceu (mais tarde seria descoberto que foi uma das causas do acidente), pois o piloto boliviano Miguel Quiroga e a controladora de tráfego aéreo [VIDEO]decidiram não abastecer, o que ocorreu foi que a controladora recebeu ordens para que mandasse prosseguir o voo, mesmo sabendo que o combustível não seria o suficiente, mesmo alertada pelo piloto, a controladora não pôde contrariar as ordens de seus superiores.

Fato 2: O avião não poderia ter saído sem combustível, uma vez que não seria possível chegar até o aeroporto de Medellín.

As 21h58min da Colômbia, 2h58min do horário de Brasília, as torres dos dois aeroportos perderam o contato com a aeronave, na região de Cerro Gordo (área montanhosa bem próxima ao aeroporto de Medellín), começava então uma série de contatos entre autoridades do aeroporto, a polícia e os bombeiros colombianos para tentar entender o que teria acontecido com avião. Às 22h30min da Colômbia, 3h30min do Brasil, a polícia começava a receber ligações de moradores de Cerro Gordo que teriam caído um avião na região das montanhas. A polícia juntamente com os bombeiros começava as buscas pelo avião e pelos possíveis sobreviventes. O local era de muito difícil acesso o que causou certa demora no resgate das vítimas.

Fato 3: Muita demora no resgate das vítimas.

Quando as emissoras brasileiras e colombianas começaram a noticiar o acidente, que os goleiros Danilo, Jackson Follman, o zagueiro, o lateral Alan Ruchel foram encontrados com vida, além do radialista Rafael Henzel e a aeromoça Ximena Suarez.

Mas com o passar das horas, infelizmente do goleiro Danilo veio a falecer, mas o zagueiro Neto também foi encontrado vivo.

Ao todo foram 71 mortos entre jogadores, comissão técnica, diretores, jornalistas e a tripulação. Este foi o maior Acidente aéreo da história do esporte mundial.