No ano seguinte às Olimpíadas, e sem Copa do Mundo, a tendência era que 2017 não fosse tão movimentado no esporte como foram as temporadas anteriores. Mas novamente não faltou emoção, suor, brilho, entrega e surpresas ao longo deste ano nos campos e nas quadras. Preparamos abaixo cinco fatos que mexeram com o esporte e centralizaram as atenções nos últimos 12 meses.

Tite leva o Brasil à Copa

Os mais pessimistas já temiam uma eventual ausência do Brasil na Copa do Mundo da Rússia caso uma mudança não fosse feita em 2016. Após mais um fracasso na Copa América, Dunga foi demitido do comando da seleção e uma justiça foi realizada desde então: Tite, campeão de tudo com o Corinthians nos anos anteriores, era enfim chamado ao cargo para reconduzir a machucada seleção brasileira ao caminho das vitórias.

E o fez com maestria. Apostando em homens de confiança com quem já havia trabalhado no Corinthians, como Renato Augusto e Paulinho, Tite empilhou vitórias para a seleção canarinho e a empurrou do sexto para o primeiro lugar na tabela das Eliminatórias. De quebra, garantiu vaga à Copa de 2018 com quatro rodadas de antecedência. No Mundial, o Brasil está no Grupo E com Suíça, Costa Rica e Sérvia.

Neymar troca de casa na Europa

Poucos poderiam imaginar que Neymar se mudaria de Barcelona, na Espanha, para Paris, na França. Titular absoluto do Barça desde 2013, quando deixou o Santos, o craque brasileiro resolveu mudar de ares na Europa no meio desse ano, quando disse "sim" a uma proposta do PSG, que lhe beneficiará com mais de R$ 110 milhões por ano.

Mas o início em Paris teve lá suas dificuldades.

Por divergência na cobrança de um pênalti em uma partida, o brasileiro se desentendeu com o uruguaio Edison Cavani, que tem mais tempo de clube. Neymar garante que tudo está bem entre eles. O grande desafio próximo do brasileiro será o duelo contra o Real Madrid, pelas oitavas de final da Champions League, em fevereiro.

Nadal e Federer, de novo

Eles já eram dados como cartas fora do baralho, mas mostraram que seguem em altíssimo nível. No tênis, Roger Federer e Rafael Nadal reviveram seus áureos tempos e duelos de uma década atrás e dominaram o circuito em 2017. O detalhe é que ambos vinham com um histórico importante de lesões nos últimos anos - Federer, por exemplo, nem disputou as Olimpíadas do Brasil e o US Open de 2016 por lesão no joelho.

Os quatro Grand Slams da temporada ficaram com a dupla "Fedal". Federer arrancou com força e venceu o Australian Open justamente contra o espanhol, em uma emocionante batalha de cinco sets. Nadal voltou a vencer Roland Garros, em Paris, enquanto o suíço garantiu Wimbledon.

Por fim, Rafael Nadal conquistou o título do US Open. No total, Roger Federer, 36 anos, tem 19 Slams na carreira, contra 16 de Nadal - 31 anos.

De quarta força ao título brasileiro

Por conta de uma temporada sem brilho em 2016 e presença tímida no mercado da bola de transferências, o Corinthians foi apontado por especialistas [VIDEO] como a "quarta força" de São Paulo no início do ano, estando portanto atrás de Palmeiras, Santos e São Paulo. Mas a resposta do time de Fábio Carille já veio com o título do Paulistão e teve sequência no Brasileirão, com uma conquista de ponta a ponta e o merecido heptacampeonato.

Grêmio é o dono da América

A América é azul, branca e preta. Com uma campanha irretocável, o Grêmio sagrou-se campeão da Libertadores da América de 2017 e virou tricampeão do torneio, igualando-se aos também brasileiros [VIDEO] Santos e São Paulo. O time de Renato Gaúcho teve no zagueiro Geromel, no volante Arthur e no atacante Luan os seus principais destaques. No Mundial, os gaúchos perderam a final para o Real Madrid.