A menos de um mês do início do embate da primeira rodada das oitavas definal da Liga dos Campeões, entre o PSG e o Real Madrid, o time de Unay Emery, conseguiu sua segunda derrota na Ligue 1, na França. E essa poderia ser uma das razões para deixarem o Real Madrid [VIDEO]acreditando. Foi contra o Lyon, segundo colocado a oito pontos de distância, e um dos maiores concorrentes na luta pelo campeonato. No entanto, a derrota do PSG não deixou de ser surpreendente e deixou à vista algumas fragilidades de um time que não contou com Neymar, sua maior estrela. O nível de PSG ao longo desta temporada tem sido muito alto, mas o Real Madrid pode pegar alguns sinais de maior debilidade do time francês.

Veja os seis pontos menos fortes do PSG

1. O goleiro

O PSG não tem um goleiro do top mundial. Recentemente, o time tem abordado alguns goleiros como Oblak, Donnarumma ou Reina, mas de momento, é Alphonse Areola o titular no gol dos franceses. Um bom goleiro, sim, mas não um fenômeno, e ele não oferece garantias suficientes para um time que ambiciona vencer a Champions. O ex-goleiro do Villarreal é apenas o 12º goleiro com a melhor porcentagem de paradas (68%). Areola fez 34 paradas e tomou 16 gols, o que não é surpreendente.

2. Vulnerável nas falsas

O PSG é a equipe da Ligue 1 com a maior porcentagem de golos concedidos em lances de falta (59%), ou seja, são jogadas que o Real poderia aproveitar [VIDEO], beneficiando dos excelentes finalizadores desses lances como Ramos ou Cristiano.

3. Dependentes de Neymar

É claro que o 'MCN' marca diferenças. Só esse tridente já concretizou 65 dos 107 gols do time: Mbappé (15), Cavani (26) e Neymar (24). A produção de Neymar é escandalosa: nos 23 jogos que ele jogou, ele fez 24 gols e deu 16 a marcar. Ou seja, ele participou diretamente em 40 gols. É lógico que sua ausência é muito notada. Na verdade, dois dos quatro jogos que o PSG não ganhou na Ligue 1 coincidiram com a ausência do brasileiro, que não atuou no 0-0 contra o Montpellier e agora na derrota em Lyon (2-1). A dependência de Neymar é evidente.

4. Sem substituto para Thiago Motta

Motta pode ainda ser recuperado para a partida contra o Real Madrid. O brasileiro é figura fundamental do meio-campo do PSG. Seu substituto natural no esquadrão seria Verratti, mas Emery prefere fazê-lo jogar de interior. Nos últimos dias, na ausência de Motta, ele testou Lo Celso como meio-campista defensivo, mas o argentino não está tão acostumado e se notaram as diferenças no rendimento.

5. Demasiado ruído e escândalos

Este ponto preocupa, e muito, a Emery. Os "escândalos" são uma constante em torno do PSG e não ajudam a promover uma boa atmosfera no vestiário. A disputa entre Cavani e Neymar por lançar as penalidades, o suposto aborrecimento de Neymar para as sessões de vídeo, a viagem secreta de Neymar ao Brasil, o castigo de Cavani e Pastore por terem se atrasado, o conflito entre Thiago Silva e Pastore, por esse atraso, entre outros episódios que vão enchendo de polêmica a temporada do PSG.

6. Divisão defesa - ataque

O 'MCN' dá muito ao PSG, em gols, mas tira, na defesa. Um grande tridente de ataque, mas que muitas vezes leva a um desequilíbrio defensivo, que é difícil de compensar. Os três atacantes geralmente são liberados de tarefas defensivas e condenam os sete jogadores de campo remanescentes para se multiplicarem. E, nem fica por aí, até porque os laterais, como alves ou Kurzawa se juntam muitas vezes ao ataque, descompensando mais ainda. O PSG é sinomimo de muitos gols, mas para os dois times.