O quebra-quebra saiu caro para a Independente. Em janeiro de 2016, quando o São Paulo venceu o Rondonópolis, pela Copa São Paulo de Juniores, a Copinha, um tumulto deixou dezenas de feridos e muito prejuízo no Estádio Francisco Ribeiro Nogueira, o Nogueirão, em Mogi das Cruzes.

A confusão começou no intervalo do jogo, quando torcedores forçaram a entrada no estádio, que já estava com a lotação máxima.

Houve confronto com a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas, dois veículos destruídos e boa parte do estádio depredada. Ninguém foi preso.

Na ocasião, o presidente da Torcida Independente, Henrique Gomes de Lima, o Baby, criticou a Federação Paulista de Futebol pela escolha do estádio pequeno e a gratuidade do ingresso. Segundo Baby, só não houve mortes graças à intervenção da Independente, que organizou a saída dos torcedores do estádio.

Prefeitura quer punir a torcida e o clube

Após a repercussão que as imagens da violência no estádio, transmitidas pela TV, a Independente se manifestou em nota oficial assumindo "total responsabilidade do incidente ocorrido em Mogi" e a promessa de contatar a prefeitura para parcelar a dívida.

São Paulo F.C. absolvido

Como o contato nunca foi feito, mesmo após a notificação extrajudicial cobrando o valor de R$ 68.896,67, a Prefeitura de Mogi das Cruzes moveu ação judicial contra a Torcida Tricolor Independente e o São Paulo Futebol Clube, pleiteando o pagamento de todos os prejuízos causados ao estádio, uma viatura e um carro da segurança vandalizados.

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Os danos morais decorrentes, que incluem o pânico causado à população e a imagem negativa do evento na cidade, entre outros, estimados em mais de R$ 5 milhões

A decisão do juiz Robson Barbosa Lima, da 7ª Vara Cível de Mogi das Cruzes, condenou apenas a torcida Independente a arcar pelos danos materiais, no valor de R$ R$ 68.176,67 mil, e pelos danos morais coletivos, no valor de R$ 100 mil, mais correção monetária.

A sentença foi divulgadas esta semana.

Todas as alegações da defesa da torcida Independente foram rejeitadas, e sua nota oficial em que assume a responsabilidade e isenta o São Paulo de culpa foi a principal prova para sua condenação.

A prefeitura pretende recorrer da decisão pois considera que o clube também é responsável. A prova, neste caso, é a afirmação em entrevistas feitas pelo presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, de que há financiamento das torcidas.

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