O mundo do voleibol feminino está imerso em uma grande polêmica no Brasil. Tifanny, que realizou cirurgia para mudança de sexo e se chamava antes Rodrigo Pereira de Abreu, está no centro da confusão que tem agitado os bastidores da Superliga feminina.

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Jogadora do Bauru, Tifanny tem se destacado na competição feminina e isso chamou a atenção tanto das pessoas que apoiam sua participação na Superliga, como daqueles que são contra a presença de Tifanny em quadra, para atuar contra jogadores que são mulheres desde que nasceram.

Nesta segunda-feira (5), passou a circular a informação de que alguns clubes estão pressionando a Confederação Brasileira de Voleibol para que Tifanny não possa mais entrar em quadra.

Tifanny atacando em partida do Bauru
Tifanny atacando em partida do Bauru

De acordo com o Blog de Bruno Voloch, hospedado no Estadão, o movimento contra a presença de Tifanny explodiu nos últimos dias e os clubes rivais não querem mais ter que enfrentar a jogadora.

Para Voloch, a explicação está no fato do desempenho do atleta ter crescido nos últimos jogos e a aproximação dos playoffs da Superliga feminina. Praia Clube e Osasco, duas das maiores potências do vôlei feminino nacional, estariam encabeçando os protestos.

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Detalhe que chama a atenção

Diante dessas manifestações contra a presença de Tifanny em quadra, um detalhe chama bastante a atenção. Os clubes não vão se manifestar oficialmente por conta dos patrocinadores, segundo Voloch.

Com a onda contra o preconceito crescente no Brasil, qualquer pessoa que vá contra a presença de Tifanny publicamente corre o risco de ser chamado de intolerante, preconceituoso e ultrapassado.

Os clubes pedem que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) tenha uma posição mais firme em relação à presença de Tifanny em quadra.

Para a atual edição da Superliga, pouca coisa deve ser feita.

Já para o ano que vem, a presença ou não de Tifanny vai depender de muitos fatores. É bem provável que o Comitê Olímpico Internacional autorize a presença de transexuais no jogo.

Com isso, haveria pouco a ser feito por parte da CBV. Os clubes adversários é quem não gostariam nada dessa situação. Das equipes que disputam a competição, apenas o Sesi se mostrou indiferente à presença de Tifanny.

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Jogadoras

Quem é contra a participação de Tifanny no vôlei feminino cobra um posicionamento das jogadoras que atuavam contra ela. Mas, ao mesmo tempo, entendiam que elas corriam o risco de serem massacradas, caso se posicionassem.

Tandara foi uma das que emitiu opinião e se declarou contra a participação de Tifanny na Superliga feminina de modo respeitoso.

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