Em reunião realizada na primeira segunda-feira de fevereiro, os vinte representantes dos clubes de Futebol que disputam a série A do Brasileirão, rejeitaram a proposta de colocar em prática a tecnologia do árbitro de vídeo (VAR) para as partidas do Campeonato Brasileiro de 2018.

Na mesma reunião, estabeleceu-se que o sistema de árbitro de vídeo será implantado a partir dos jogos de quartas de final da Copa do Brasil. O acolhimento deveu-se ao comprometimento da CBF em custear as despesas do VAR.

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Cerca de dois terços dos clubes que compõem a série A votaram pela recusa da proposta [VIDEO]. Entre eles estão as equipes do Corinthians, Vasco, Atlético Mineiro, Sport e Fluminense.

Do outro lado, sete equipes mostraram apreciação pela proposta como o Grêmio, Botafogo, Bahia, Chapecoense e Palmeiras. A única abstenção foi a do São Paulo [VIDEO], cujo representante se retirou antes do término da votação.

Além do custo

O coordenador sobre os estudos de implantação do árbitro eletrônico na CBF, Sérgio Correa, disse que as equipes apresentaram vários motivos para o que sistema VAR não seja utilizado. Algumas equipes preferem que o sistema apareça depois dos jogos da Copa do Mundo da Rússia.

Outros alegaram questões técnicas e a criação da fase de testes antes da implantação final. Há quem também argumentou a questão do custo total, muito caro na opinião de certos representantes.

Para os responsáveis da CBF pelo árbitro de vídeo, algumas agremiações têm medo de que a falta de sincronismo entre o calendário de jogos do Brasileirão com a previsão de utilização do VAR no meio do certame afete resultados e provoque desequilíbrios.

Mas reconhecem que o quesito custo foi decisivo para o recuo dos times de futebol. Para se instalar um árbitro de vídeo, é preciso desembolsar uma quantia média de R$ 45 mil por partida.

Por sua vez, os representantes de clubes confirmaram que o alto investimento nesse tipo de tecnologia pesou no resultado final da votação.

O dirigente do Vasco, Alexandre Campello, fez um cálculo simples: apenas para a etapa de returno do Brasileirão, seria gasto o valor total de R$ 500 mil, baseando-se nas cifras mencionadas acima. Ele também reiterou que a CBF não apresentou um estudo detalhado sobre a eficiência do sistema de árbitro de vídeo.

Mas, se depender dos responsáveis da CBF pela implantação do árbitro de vídeo, este desfecho desapontador não significa a derrota definitiva. Eles declararam que continuarão os trabalhos para que o árbitro de vídeo vire uma realidade. Como é em outros países.