Todo o garoto que ingressa no Futebol tem o sonho de jogar em um grande clube, ter seu nome gritado por uma massa de apaixonados torcedores [VIDEO], assinar bons contratos e dar uma vida confortável para si e seus familiares. Porém, infelizmente, apenas uma pequena parcela deles alcança esse objetivo e muitos ficam pelo caminho, ou atuando em times de pouca expressão, ou até mesmo abandonando a carreira para se dedicar a outras atividades profissionais.

Porém, nem mesmo aqueles que chegam a um grande clube estão imunes às armadilhas do futebol, que junto com o sucesso e o dinheiro, também trazem os falsos amigos e vícios, como bebidas e drogas.

Este foi o caso de um jogador que na década passada brilhou com a camisa do Vasco da Gama, [VIDEO] teve seu nome entoado pelos torcedores em um Maracanã lotado, mas que hoje mora nas ruas do Rio de Janeiro.

“Já fiz a alegria de uma torcida. Tive o nome cantado no Maracanã. Hoje estou aqui, na marquise. Estou pagando caro demais”, lamentou o ex-atacante Valdiran à reportagem do jornal Extra enquanto forrava o chão com papelão debaixo de uma marquise no bairro Bonsucesso, onde também se encontravam outros três homens. Ele chegou ao bairro há pouco mais de dois meses e vive de ajuda das pessoas que lhe dão dinheiro. Seu último clube foi o Atlântico, da Bahia, de onde saiu no ano passado após brigar com o técnico.

A carreira de jogador começou no CRB de Alagoas e depois teve passagens por outros clubes: Mirassol, Anápolis de Goiás e Esportivo do Rio Grande do Sul, até chegar ao Vasco, onde atingiu o auge da carreira.

Jogando ao lado de Romário, Ramon e Edílson, foi artilheiro da Copa do Brasil de 2006. No entanto, os deslizes fora de campo, como envolvimento com álcool e drogas comprometeram todo seu futuro. Depois de sair do Vasco, entre 2006 e 2011 ele rodou por 18 clubes, o que dá média de três times por ano.

Em 2011 o jogador chegou a se recuperar após ingressar em uma igreja e sua vida parecia que tinha encontrado um rumo novamente, porém o jogador sofreu recaídas, que o levou novamente para o mundo do vício e das drogas.

Após deixar clube baiano no final do ano passado, Valdiran viajou para São Paulo a procura de uma irmã, porém, segundo ele, ela não lhe abriu as portas. Sem dinheiro, passou a viver nas ruas da capital paulista até que, com a ajuda da mesma irmã, conseguiu ir até o Rio de Janeiro, onde procurou o Bonsucesso, clube em que já havia atuado, no entanto não foi acolhido. Por lá, o comentário é de que ele havia praticado furtos durante a sua passagem.

Valdiran também guarda mágoa do ex-presidente vascaíno Eurico Miranda, que, segundo ele, havia lhe prometido uma nova chance, porém isso nunca foi cumprido. O dirigente se defendeu, afirmando que lhe deu ajuda financeira, mas que ele não reunia condições de jogar pelo clube. “Lamento profundamente saber que chegou nessa condição. Mas, infelizmente, ele procurou essa situação”, disse Eurico.