Cercado de muita desconfiança, Diego Lugano chegou ao São Paulo [VIDEO]durante o Campeonato Brasileiro de 2003. Pouco conhecido por aqui, uma vez que tinha apenas jogado no Nacional e no Plaza Colonia, ambos do Uruguai, o teve sua contratação “bancada” pelo então presidente Marcelo Portugal Gouvêa, ficando então conhecido como o “zagueiro do presidente”.

Aos poucos, essa alcunha foi ficando para trás e através de sua entrega e raça nas partidas, além do espírito de liderança, foi ganhando não apenas espaço no time, como também caiu nas graças do torcedor são-paulino, a ponto de ser chamado de “Diós”.

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Mesmo pendurando as chuteiras ao final do ano passado, ele segue no Morumbi, agora desempenhando a função de dirigente. Em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, o uruguaio deu uma declaração polêmica envolvendo os maiores rivais do Tricolor.

“Antes, ganhar de Corinthians [VIDEO] e Palmeiras era até fácil porque eles não tinham nem de perto a estrutura do São Paulo”, relembrou o ex-jogador, afirmando que na época em que chegou ao São Paulo, os dois maiores rivais passavam por crises financeiras e políticas. “Ganhávamos de forma assídua em razão da estrutura, e não por ter o melhor time”, analisou.

Em 2003, o Palmeiras estava disputando a Série B pela primeira vez e o Corinthians quase foi rebaixado no Campeonato Paulista do ano seguinte. Os rivais também ainda não contavam com suas arenas, que só viriam uma década depois, enquanto o São Paulo tinha o Morumbi, que poucos anos antes havia sido uma das sedes do primeiro mundial da FIFA, além de faturar um bom dinheiro alugando seu estádio para os dois adversários.

No entanto, Lugano hoje reconhece que os rivais cresceram, mas nega que o São Paulo tenha parado no tempo.

Para ele, os outros times se desenvolveram. “Não sei se naquela época o time era tão bom, talvez, era o único", disse ele, apontando onde acredita que estava a diferença para os demais.

Para o ex-defensor, falta ao São Paulo ganhar um título de expressão, o último deles foi a Copa Sul-Americana ainda em 2012. Ele recordou que quando chegou ao Morumbi, a equipe também atravessava uma escassez de conquistas, porém após ganhar o primeiro título, que foi o Paulista de 2005, seguido da Libertadores do mesmo ano, a equipe ganhou tranquilidade para enfileirar uma série de outros títulos, como o Mundial também de 2005 e o inédito tricampeonato brasileiro, entre 2006 e 2008. “É o que falta para o São Paulo agora. Precisa encaixar um título para ter tranquilidade”, encerrou.