Foi vetado, nesta tarde de segunda-feira (5), pela maioria dos clubes da série A, a introdução do recurso de árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro 2018. Contudo, a tecnologia ainda será introduzida na Copa do Brasil, a partir das quartas de final. A principal justificativa do veto gira em torno dos custos da implantação do sistema, em torno de R$30 mil por partida, Alguns clubes argumentaram que deveria ser incumbência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) arcar com os custos.

Doze clubes se posicionaram contra a ideia. Apenas sete clubes foram a favor, sendo o São Paulo o único clube a não votar, já que o seu representante se ausentou antes de terminar a reunião.

As principais justificativas para o veto foram os custos, questões técnicas, além das necessidades de mais testes.

No que se refere ao uso de gramas sintéticas para substituir a natural, os clubes foram favoráveis a ideia. Outra decisão aprovada [VIDEO] pelos clubes foi a possibilidade de vender até 5 mando de campos, desde que ambas as partes concordem, além da federação. Os referidos mandos também não poderão ser nas ultimas 5 rodadas.

Polêmicas marcaram o Campeonato Brasileiro 2017

O Campeonato Brasileiro de 2017 foi marcado por muitas polêmicas [VIDEO]em torno da arbitragem. Na ocasião, a CBF até divulgou uma lista de lances ilegais que aconteceram durante a competição. A comissão selecionou lances em que há equívocos em marcações de pênaltis, impedimentos mal marcados e gols mal validados.

A adoção do VAR (como é chamado o árbitro de vídeo oficialmente) seria o ponto de partida para diminuir esses lances polêmicos que estragam o futebol brasileiro. A tecnologia já é implantada nos jogos oficiais da FIFA (Federação Internacional de Futebol), que planeja expandir ao futebol mundial.

Para muitos, a tecnologia estraga a "essência" do futebol

O argumento de muitos torcedores que são contra a utilização da tecnologia no Brasil é que esse tipo de recurso retira a verdadeira essência do futebol. Para muitos torcedores, seria algo bem chato ter que esperar a decisão de uma máquina para poder comemorar o gol de seu time.

No entanto, os constantes erros de arbitragens que acontecem, principalmente no Brasil, nos faz querer repensar toda essa linha de pensamento. Muitos apontam que o Corinthians foi altamente beneficiado pelos erros de arbitragem na temporada passada, quando levantou o sétimo título nacional com a liderança de Carille. Já por outro lado, muitos afirmam que o mesmo foi prejudicado em diversos lances.

Em meio a isso, fica o questionamento se a decisão de veto da tecnologia foi realmente positiva para o futebol brasileiro ou não.