O bom início de Nenê com a camisa 7 do Tricolor - um gol em duas partidas -, além de qualificá-lo como uma das principais contratações do São Paulo para o Paulistão e a Copa do Brasil, traz à memória e aos corações dos são-paulinos as lembranças das sucessivas gerações de grandes jogadores que usaram esse número a partir da década de 1980.

Nas últimas quatro décadas se sucederam jogadores que honraram essa camisa com títulos, gols e determinação.

Seis anos depois da saída do último desses camisa 7 diferenciados, Lucas Moura, o torcedor volta a sonhar com os títulos que um craque usando esse número pode trazer para o Tricolor.

Muller

O primeiro dessa dinastia é sem dúvida o atacante Muller, considerado por muitos o melhor camisa 7 da história do São Paulo. Não é para menos. Com ele no time, o Tricolor conquistou os Mundiais Interclubes e a Libertadores de 1992 e 1993, além dos Brasileiros de 1986 e 1991.

Nos dois mundiais, Muller teve participação decisiva.

Em 1992, na vitória de virada sobre o Barcelona por 2 a 1, foi ele o autor da jogada do gol de empate, convertido por Raí, que faria também o segundo, de falta. Em 1993, foi Muller quem anotou aos 43 minutos do segundo tempo o gol da vitória por 3 a 2 sobre o Milan, após lançamento de Toninho Cerezo. Os outros dois gols são-paulinos haviam sido marcados por Palhinha e Toninho Cerezo.

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Mineiro

De características bem distintas de Muller, e também dos outros camisas 7 que fariam sucesso depois dele, o volante Mineiro foi igualmente decisivo para o São Paulo no Mundial de 2005, ano em que foi contratado junto ao São Caetano. Foi ele o autor do gol do título, na vitória por 1 a 0 sobre o Liverpool aos 27 minutos do primeiro tempo, após passe perfeito de Aloísio.

Mineiro já havia participado da conquista da Libertadores naquele ano e, no ano seguinte, levantaria com o Tricolor o Campeonato Brasileiro de 2006.

Nesse mesmo ano, se transferiu para o Hertha BSC, da Alemanha, onde mora atualmente.

Em 2015, assim como Muller e outros craques do passado Tricolor, vestiu a camisa do São Paulo no jogo de despedida de Rogério Ceni, no Morumbi, que reuniu os campeões mundiais de 1992, 1993 e 2005.

Jorge Wagner

Diferente dos dois camisas 7 que o antecederam, Jorge Wagner não frequentou a Seleção Brasileira. Curioso é que antes de vestir o uniforme Tricolor, Jorge Wagner participou da campanha que levou o Internacional, de Porto Alegre, ao título da Libertadores, justamente em final contra o São Paulo, em 2006.

Chegou ao Morumbi no ano seguinte, depois de uma passagem curta pelo Futebol espanhol. No Tricolor levantou os troféus de Campeão Brasileiro de 2007 e 2008. Ficou no São Paulo até 2010, quando se transferiu para o Kashiwa Reysol, do Japão.

No primeiro semestre do ano passado, defendeu o Fluminense de Feira de Santana (BA) pelo Campeonato Baiano, mas depois disso, agora com 39 anos, não atuou mais profissionalmente.

Lucas Moura

O último camisa 7 a distribuir alegrias para a torcida são-paulina remete ao início dessa dinastia. Como Muller, foi revelado no São Paulo, jogava no ataque e é um jogador de bastante velocidade. Isso sem falar no drible fácil.

Atualmente no Tottenham, da Inglaterra, Lucas Moura iniciou sua trajetória na equipe profissional do São Paulo em 2010. Foi o astro da última importante conquista do Tricolor, a Copa Sul Americana de 2012.

Lucas abriu o placar da decisão do título, contra o Tigre, da Argentina, aos 23 minutos do primeiro tempo. Cinco minutos depois deu o passe para Oswaldo fazer o segundo gol da vitória Tricolor. O jogo marcou a despedida do jogador, que depois dessa partida partiu para o Paris Saint-Germain, da França.

O fim da partida marcou, também, um período de escassez de qualidade na camisa 7 do Tricolor. Período que Nenê tem tudo para pôr fim na atual temporada.

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