Osvaldo de Oliveira foi o primeiro treinador [VIDEO] dentre os times da Série A a perder o emprego nesta temporada. A justificativa da diretoria do Atlético Mineiro foi que o time não vinha apresentando bom futebol e, por isso, decidiu pela troca de comando. No entanto, ficou evidente que a razão foi a discussão do treinador com o repórter Léo Gomide, da rádio Inconfidência, de Minas Gerais, após a partida diante do Atlético do Acre, pela primeira fase da Copa do Brasil.

O fato gerou algo raro no futebol brasileiro, que foi a união dos treinadores em solidariedade a Osvaldo. Logo após o empate em 2 a 2 contra o Linense, pela sexta rodada do Campeonato Paulista, o técnico do São Bento de Sorocaba, Paulo Roberto Santos, fez um minuto de silêncio, passando a responder os questionamentos dos repórteres na coletiva de imprensa logo após esse período.

Ele explicou que isso foi um pedido da Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF). “Nós no solidarizamos com o episódio envolvendo o técnico Oswaldo de Oliveira. Só vou iniciar a coletiva após um minuto de silêncio”, justificou o treinador beneditino.

A atitude foi repetida por outros técnicos brasileiros ao longo da rodada de final de semana dos campeonatos estaduais, como Jair Ventura, do Santos, e Wagner Lopes, do Paraná Clube. Roger Machado [VIDEO], Paulo César Carpegiani e Mano Menezes também comentaram o assunto e demonstraram apoio ao ex-treinador do Galo. Até Levir Culpi, que hoje trabalha no futebol japonês, prestou solidariedade.

No que depender deles, o Atlético ainda ficará algum tempo para achar um novo momento para o cargo. A Associação dos treinadores também fez um pedido para que ninguém aceitasse o convite da diretoria atleticana.

Cuca, que era considerado como prioridade, recusou a oferta. “Foi citado entre nós treinadores para que ninguém assumisse o Atlético se fosse procurado. Eu teria coragem em não assumir”, afirmou o técnico do São Bento.

Era nossa prioridade

Os efeitos desse movimento dos treinadores já começaram a serem sentidos pelo Atlético. Nesta segunda-feira (12), o diretor de futebol do clube, Alexandre Gallo, revelou que Cuca recusou o convite feito no último sábado (10). Ele garantiu ter tentado todas as possiblidades, mas Cuca justificou a negativa afirmando ter compromissos familiares. Este era, até então, o único treinador procurado pela diretoria atleticana.

Ainda sem treinador, o Atlético tem compromisso pelo Campeonato Mineiro no próximo domingo (18), quando encara o América, às 17 horas, no Estádio Independência, com mando de campo do Coelho.