Atacante do Bauru, Tifanny Pereira de Abreu, que nasceu como Rodrigo, é o primeiro atleta transexual a disputar Superliga feminina de vôlei. A jogadora está no centro de uma grande polêmica envolvendo seu futuro no voleibol. Para alguns, Tifanny pode continuar no esporte, só não jogar contra mulheres. Para outros, ela deve continuar no vôlei feminino.

Exame de testosterona

Recentemente, Tifanny passou por exame de sangue que mediu o grau de testosterona [VIDEO] (hormônio masculino) em seu corpo. O resultado foi satisfatório para a atacante do Bauru. O resultado mostrou que ela tem 10 nanomols por litro de sangue.

De acordo com o Blog de Voloch [VIDEO], hospedado no portal do jornal Estadão, todos os exames que Tifanny fez desde que chegou ao Brasil deram resultados semelhantes.

Isso liberaria a atleta para jogar.

Médico discorda

Tifanny passou por duas cirurgias de mudança de sexo e foi liberada pela Comissão Nacional Médica (Conamev). Mas o médico da entidade, João Granjeiro, coordenador da entidade, acredita que a atacante não deveria jogar entre as mulheres.

O motivo, de acordo com o médico, é simples. Tifanny nasceu homem e construiu seu corpo, músculos articulações e ossos com testosterona bastante elevada. Segundo o profissional, nenhuma mulher conseguiria ter um organismo como o de Tifanny. Para o doutor, é só olhar para Tifanny para notar sua altura e força.

Segundo Granjeiro, Tifanny foi liberada com base no Comitê Olímpico Internacional (COI) porque apresentou documentação jurídica e médica. Após os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, neste mês, as regras devem mudar.

Ainda segundo o médico, atletas deveriam se manifestar porque deve haver um debate e falou também que discutir estas questões não é questão de ser homofóbico ou politicamente incorreto. Para ele, o debate é necessário.

Nas redes sociais, a presença de Tifanny gera grandes discussões. De um lado, há aqueles que defendem a presença do atacante em quadra. Do outro lado, há torcedores que afirmam que Tifanny não deveria atuar com mulheres.

Segundo o Blog do Voloch, os clubes trabalham nos bastidores para que Tifanny seja impedida de entrar em quadra para defender as cores do Bauru. Somente o Sesi se mostrou indiferente.

Essa polêmica deve se estender muito ainda, até porque há profissionais da medicina que se manifestam contra e profissionais que se manifestam favoráveis.

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