Metade do time do São Paulo balançou as redes adversárias na maior goleada da história do clássico San-São. Foi no Campeonato Paulista de 1944, no dia 18 de junho, no Estádio do Pacaembu. O Tricolor venceu por 9 a 1, um placar inimaginável para uma partida entre as duas equipes nos dias de hoje, como a que ocorre neste domingo, dia 18/02. Cinco jogadores assinalaram os nove gols do São Paulo. Na época, sempre antes do jogo principal, as equipes de aspirantes (os jogadores recém promovidos da base) também se confrontavam, e nessa preliminar o massacre foi ainda maior: 14 a 0 para o São Paulo.

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Santos saiu na frente

Voltando ao jogo principal, o mais impressionante, além do placar elástico, é que ocorreu em uma partida em que o Santos começou melhor. A equipe praiana dominou os primeiros 20 minutos de jogo, tanto que abriu o placar. O jornal O Estado de S.Paulo do dia 20 de junho, que trouxe a cobertura do jogo (no dia anterior o jornal não circulou) descreve que o Santos "chegou por vezes a criar um punhado de situações delicadas às portas do arqueiro King".

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O jornal atribuiu a uma falha do goleiro do Tricolor o gol do Peixe. Segundo a reportagem, o gol foi resultado de um forte chute parado de Soler e também do cochilo do arqueiro são-paulino.

Virada do Tricolor

A virada são-paulina veio com dois gols de Pardal. O primeiro anotado aos 20 minutos e o segundo em cobrança de pênalti aos 32 minutos. Logo após o gol de empate, o Santos foi perdendo gradativamente o controle da partida. O segundo gol de Pardal fez a equipe praiana se perder de vez.

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Segundo o Estadão da época, viu-se claramente desaparecer qualquer perigo para o São Paulo após a virada, que passou a exercer nítida predominância na partida. Ainda no primeiro tempo, Remo ampliou para o Tricolor: 3 a 1.

Seis gols no segundo tempo

Para o segundo tempo, a expectativa no Estádio do Pacaembu era que o Santos voltasse melhor armado no segundo tempo e passasse a dar trabalhar para o Tricolor. Mas o que se viu foi a continuidade do massacre são-paulino.

"O quadro local manteve absoluta supremacia e fez com que a contagem se dilatasse", descreveu a reportagem do Estadão na época. Os 9 a 1 foram completos com mais um gol de Remo, dois de Tim, dois de Luizinho e um de Sastre. O São Paulo terminaria aquele Campeonato Paulista com o vice-campeonato. O Palmeiras, que naquele mesmo domingo de 18 de junho de 1944, aplicou goleada de 5 a 1 na Portuguesa, foi o campeão. O artilheiro da competição foi Luizinho, do Tricolor.

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