A mais marcante transferência envolvendo um jogador brasileiro nessa janela europeia [VIDEO], foi a do meia Lucas Moura, que trocou o Paris Saint-Germain, da França, pelo Tottenham, da Inglaterra. O valor pago pelos ingleses gira em torno de 28 milhões de euros, cerca de 111 milhões de reais. E quem tem muito a comemorar são os rivais paulistas Corinthians e São Paulo, que receberão um percentual da venda.

A razão dessa “comissão” é por conta do mecanismo de solidariedade da FIFA, esse mecanismo destina 5% para o clube formador e é dividido entre todos os que ele passou nas categorias de base entre os 12 e 23 anos. Juntos, os dois times dividirão 3,7 milhões de reais.

Apesar de Lucas ter ganhado notoriedade jogando pelo São Paulo, ele passou pelas categorias de base do Corinthians. Porém, como esteve mais tempo no Tricolor, esteve lá entre o 14º e o 20º aniversário (esse período entre os aniversários é a base de cálculo que determina o percentual que cada clube embolsa), o clube receberá 2,93% do valor total da transação, valor que corresponde a 820 mil euros ou 3,23 milhões de reais. Lembrando que quando foi para o PSG, o São Paulo já havia recebido 43 milhões de euros.

O Corinthians, por sua vez, ficará com 140 mil euros, algo em torno de 553 mil reais, valor que corresponde a meio por cento do total da transação. Lucas, que na época era apelidado de Marcelinho por ter sido descoberto pelo Pé-de-Anjo, [VIDEO] ficou na base alvinegra entre os 12 e 13 anos.

O curioso é que o próprio PSG também terá direito a um valor da transação. Isso porque Lucas chegou ao clube aos 20 anos, dentro do período que o mecanismo de solidariedade abrange. O clube francês terá direito a um reembolso de 417 mil euros, ou 1,49%. Ainda há um pequeno percentual que ficará sem dono e que corresponde ao período e que o jogador ficou sem registro.

Era o espião?

Uma das razões para o técnico PSG, Unai Emery ter aproveitado pouco Lucas no time titular, era o fato do treinador desconfiar que ele era o espião que levava para a imprensa tudo que se passava nos vestiários. Pelo menos é o que diz a reportagem publicada pelo jornal Le Parisien. De acordo com a publicação, havia suspeitas por parte do treinador que o brasileiro era quem alimentava os repórteres com informações sobre a conturbada relação entre Cavani e Neymar. Esse tipo de desconfiança também teria sido um dos fatores que influenciaram a vontade do treinador em se desfazer do meia brasileiro.