Como diz o velho ditado: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. E ciente dessas palavras, o meia Vitor Bueno aproveitou o fato de ter sido convocado para dar entrevista coletiva, nesta terça-feira (20), para se explicar melhor das declarações que deu após o empate [VIDEO] sem gols contra o Botafogo, no último domingo (18), em Ribeirão Preto, pela partida de ida das oitavas de final do Campeonato Paulista. Ele aproveitou também para chamar a atenção para o adversário desta noite.

“O jogo ficou moroso, apático. Não é a cara do Santos. Mas é a tática que pediram para fazer”, disse o jogador logo na saída do gramado do estádio Santa Cruz.

Rapidamente, a declaração chegou até o técnico Jair Ventura, que discordou de seu atleta, porém não quis criar qualquer tipo de polêmica [VIDEO] com o mesmo.

Na entrevista desta terça, o atleta voltou a falar sobre o assunto, afirmando que havia se expressado mal, sem também deixar de culpar a imprensa, que, segundo ele, não teria entendido o que ele quis dizer. “Fui mal interpretado por vocês”, disse se referindo aos jornalistas. “Quem sou eu para criticar a tática do Jair?”, questionou.

Se o jogador – pelo menos publicamente – disse que não critica o esquema do treinador, internamente a história não é bem assim. Já há aqueles que notam uma insatisfação por parte do treinador em relação aos questionamentos que seu esquema tático, apostando sempre nos contra-ataques, vem sofrendo. Torcedores e dirigentes santistas sempre se orgulharam em dizer que o time possui DNA ofensivo.

Jogo da vida deles

A coletiva com Vitor Bueno também teve espaço para falar do jogo desta quarta-feira (21), contra o Botafogo, às 19h30, na Vila Belmiro. Como no primeiro duelo os times não saíram do 0 a 0, a disputa está totalmente em aberto e uma nova igualdade – independente da quantidade de gols – levará a disputa para as penalidades máximas. O meia, que ainda briga por uma vaga no time titular com Vecchio e Jan Mota, pregou respeito ao adversário e disse que eles jogarão o “jogo da vida”, nesta noite.

“Estive lá em 2014, pegamos o Palmeiras na quarta e caímos. Foi o jogo da nossa vida e é o deles também”, disse o jogador que já defendeu a equipe de Ribeirão Preto. Para ele, são em jogos assim que os atletas têm a chance de serem contratados por times grandes. “Um time do interior vai jogar a vida para ganhar de nós”, declarou.

Para este duelo o técnico Jair Ventura não terá desfalque e será a primeira vez que ele terá a oportunidade de repetir os 11 inicias em duas partidas consecutivas.