Quase quatro anos depois de sofrer o maior trauma de sua história, a Seleção Brasileira volta a campo nesta terça-feira, dia 27, para enfrentar o algoz da histórica goleada por 7 a 1 sofrida na semifinal da Copa de 2014, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Brasil e Alemanha [VIDEO] entram em campo no estádio Olímpico de Berlim a partir das 15h45 [VIDEO] (horário de Brasília), em partida amistosa cujo peso é obviamente muito menor do que o daquele jogo que terminou com a sonora chuva de gols aplicadas na meta do então goleiro titular Júlio César.

De volta a 2018, o cenário é outro. A maioria dos jogadores que foram titulares do Brasil na fatídica partida já não estão mais na equipe, que encontrou novos talentos e evoluiu sob o comando de Tite.

As mudanças daquele Brasil para o atual foram notadas tanto pelos jogadores da Seleção quanto pelos adversários. Autor de dois gols na história goleada, o meia alemão Toni Kroos destacou as mudanças pelas quais o Brasil passou nesse período, afirmando que a Seleção está “dois degraus acima” daquele time.

Capitão da equipe brasileira, o lateral Daniel Alves também reiterou que a Seleção é hoje superior ao time que foi eliminado pela Alemanha naquela semifinal em Belo Horizonte. Apesar de concordar que o Brasil está melhor, Alves tentou não dar tanta importância aos comentários, afirmando que é preciso traduzir esses elogios em uma evolução cada vez mais dentro de campo.

“Elogios e críticas às vezes debilitam”, afirmou o alteral. “Você não pode absorvê-los se não ajudar a crescer e ser melhores do que somos”.

Se o peso da semifinal da Copa de 2014 nem se compara ao do amistoso a ser disputado nesta terça-feira, a chance de exorcizar as memórias que ainda aterrorizam os brasileiros é real. Em entrevista, o técnico Tite admitiu que as lembranças do resultado ainda incomodam, mas destacou a chance que sua equipe tem continuar sua evolução e se firmar como uma das favoritas para a Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia.

"Carregamos esse fantasminha do 7x1 todos os dias”, revelou Tite. “Teremos condições, agora, de passar por mais essa etapa".

Assim como na fatídica partida de 2014, o Brasil não poderá contar com seu principal jogador. Recuperando-se de uma lesão no quinto metatarso do pé direito, o atacante Neymar não estará em campo nesta terça-feira. A expectativa é que a grande estrela brasileira retorne aos gramados no fim de maio. Além de Neymar, o Brasil também terá os desfalques do lateral Filipe Luís, que sofreu uma fratura na fíbula da perna esquerda, e do também lateral Alex Sandro, que se recupera de uma lesão muscular na coxa direita.

Sem Neymar, Tite aposta suas fichas na ofensividade do trio formado por William, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus. Integrados ao time na transição que a equipe passou de 2014 pra cá, os jovens são as principais esperanças da equipe para levar perigo ao gol alemão.

Já do lado alemão, o treinador Joachim Löw – atual campeão mundial e à frente da equipe desde 2006 – não poderá contar com o goleiro Neuer, que se recupera de uma cirurgia no pé esquerdo, e com o meia Emre Can, que sofre com dores nas costas. Além disso, Löw optou por poupar o ponta-esquerda Thomas Müller e o meia Mesut Özil, dois jogadores que estavam naquela equipe que aplicou o inesquecível 7 a 1 no Brasil.

A provável escalação do Brasil para o amistoso desta terça-feira deve contar com Alisson, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Fernandinho, Paulinho, Willian e Coutinho; Gabriel Jesus.

Já a Alemanha deve entrar em campo com Leno (Trapp), Rüdiger, Boateng e Ginter; Kimmich, Gündogan, Khedira (Goretzka) e Plattenhardt; Stindl, Werner e Sané.