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No final do ano passado, o Fluminense surpreendeu a todos com uma lista de dispensa contando com oito jogadores, no qual estavam incluídos o goleiro Diego Cavalieri e o zagueiro Henrique, ambos com passagem pela Seleção Brasileira. Junto com eles também estava o meia Marquinhos, que na época em que foi desligado do clube estava lesionado.

“Depois de tudo o que fiz pelo clube, não só naquele ano, mas pela história. Fui tratado como lixo. Foi uma facada nas costas, uma traição”, disse o jogador em entrevista do portal de notícias Globo Esporte. Ele contou que foi dispensado no dia 28 de dezembro, por telefone, e apesar de ser um cara explosivo, ficou sem reação.

O jogador também não escondeu a mágoa que ficou do presidente do clube, Pedro Abad.

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Ele contou que um mês antes de ser anunciada as dispensas, os jogadores mais experientes do grupo se reuniram com o presidente, além do então gerente de Futebol, Alexandre Torres, e do diretor da Base, Marcelo Teixeira, para discutir como seria o planejamento para 2018.

Ele ainda lembrou que, após a reunião, Abad havia elogiado o encontro, afirmando que foi a melhor reunião que havia feito e que ela tinha sido muito produtiva, Porém, um mês depois recebeu a ligação em que foi informado que não era para se reapresentar e que seu contrato seria rescindido.

Marquinhos ainda se queixou que a notícia foi vazada antes mesmo dele tomar conhecimento de que não estaria mais nos planos do clube para esta temporada.

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“A matéria no site do Fluminense, a nota oficial, saiu antes de eu receber a ligação”.

Marquinhos revelou ainda muitas coisas ocorridas nos bastidores e que a diretoria pedia para que não fossem divulgadas para não denegrir a imagem do clube. Ele contou que alguns jogadores chegaram a pagar contas de funcionários do Fluminense.

“Como o clube não pagava os salários, a gente pagava conta dos funcionários, como luz, telefone”, afirmando que alguns até não tinham dinheiro sequer para poderem ir trabalhar.

As contusões

Os problemas físicos do jogador começaram por conta de uma tendinite que não curava. Por isso, foi submetido a uma primeira cirurgia, mas seu rendimento, ainda por conta das dores, caiu muito.

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“Eu não conseguia saltar. Se alguém viesse me driblar, eu trombava e derrubava o marcador ou girava o corpo e sentia muita dor”, contou.

Ele voltou em julho de 2016, estava treinando para entrar em campo pela segunda vez seguida após a cirurgia, quando rompeu o tendão patelar. “Gritava de dor. O que veio na minha cabeça era de que a minha carreira iria acabar ali”, recordou. Foi na época que se recuperava dessa segunda operação que o jogador recebeu a notícia que não ficaria mais no clube.