Semana após semana o caso Zeca ganha mais um novo capítulo. Depois de uma participação especial do Corinthians, com requintes de dramaticidade e comédia, a novela envolvendo o jogador e o Santos voltou a ser pauta dos noticiários nesta quinta-feira (22), quando o presidente José Carlos Peres anunciou quanto que o Peixe que estiver interessado em levar o jogador deverá pagar.

Quando foi anunciado o quase acerto do lateral-esquerdo com o Corinthians, o mandatário santista ameaçou cobrar 150 milhões de reais de multa rescisória, caso a Justiça desse ganho de causa para o clube do litoral.

A ameaça amedrontou os empresários do jogador, que antes estavam dispostos a pagar a multa – que eles imaginavam ser de 50 milhões de reais – e recuaram.

Agora, no entanto, os valores pedidos pelo Peixe são bem mais módicos. De acordo com Peres, o time que quiser levar Zeca sem correr nenhum risco deverá desembolsar “apenas” 7 milhões de euros, pouco mais de 28 milhões de reais. Além do valor, o mandatário ainda disse que conversou com o atleta e tudo se encaminha para uma saída amigável e que nos próximos dias ele, enfim, será negociado.

“Entendemos que menos de 7 milhões de euros estamos desfazendo de um patrimônio do clube”, explicou Peres ao justificar o valor. “Estamos tentando fazer o melhor negócio com o Zeca para que o clube tenha algum dinheiro de volta”, seguiu o presidente, que minimizou a briga jurídica, afirmando ser normal desavença entre empregador e empregado.

O presidente ainda reforçou que não existe qualquer dívida com o lateral e que seria praticamente impossível que alguém pagasse os 150 milhões de reais.

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“O gestor anterior pagou tudo. Existia uma dívida de Fundo de Garantia”, afirmou o presidente, que ainda revelou a vontade do jogador em colaborar com a negociação.

Peres ainda não descartou uma possível reintegração do jogador ao elenco, mas considera que isso seja muito difícil de ocorrer e que o caminho mais viável seja mesmo negociá-lo. “A ideia agora é fazer negócio. Ele segue a vida dele”, afirmou o presidente.

A briga de Zeca com o Santos começou ainda em novembro do ano passado, quando no desembarque da delegação de Recife (PE), onde o time empatou em 1 a 1 com o Sport, ele teria sido agredido por torcedores no aeroporto. Alegando que o clube não lhe deu respaldo e atrasos no depósito do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS), o jogador entrou na Justiça pedindo sua liberação.

Ele chegou a ficar perto de um acerto com o Flamengo, mas o temor de perder o atleta ou ter que arcar com o valor alto da multa fez o Rubro-negro recuar.

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