Na tarde desta segunda, o Fluminense deu início aos preparativos para o clássico de quinta, às 20h (de Brasília), no Nilton Santos, diante do Flamengo, válido pelas semifinais da Taça Rio, terceiro turno do Campeonato Carioca.

A atividade, mais uma realizada no CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca sem a presença dos jornalistas, durou cerca de duas horas. Quem participou do empate de 1 a 1 com a Cabofriense, em Bacaxá, ficou na academia para um regenerativo. Enquanto isso, os demais atletas, divididos em três grupos, trabalharam em campo reduzido, enfatizando o toque de bola, jogadas pelas laterais e finalizações.

Na terça, às 16h (de Brasília), o elenco volta a treinar no CT Pedro Antônio e o técnico Abel Braga deve dar indício do time titular.

Escalados no final de semana, o goleiro Rodolfo e o volante Aírton podem ganhar as respectivas vagas de Júlio César e Renato Chaves. Quem está praticamente garantido é o também volante Douglas. A tendência é de ele formar dupla ao lado de Jádson com Richard indo para o banco de reservas.

Como encerrou a fase de classificação em primeiro lugar do Grupo C, somando 14 pontos, o Fluminense tem a vantagem do empate contra o Flamengo para garantir presença na final da Taça Rio.

Dívida com Consórcio pode levar o Fluminense a ser impedido de jogar no Maracanã

A fase, definitivamente, não é boa para os tricolores. Além de conviver com equipes que não permitam grandes sonhos, a torcida do Fluminense pode estar perto de sofrer um novo constrangimento. Segundo o jornalista João Marcelo Garcez publicou no seu blog “Terno e Gravatinha” no último domingo, por conta de uma dívida com o Consórcio responsável pela gestão do Maracanã, a equipe das Laranjeiras corre o risco de ser impedida de usar o estádio no restante de 2018.

Ainda conforme João Marcelo, a pendência vem desde o final do ano passado e a diretoria do Flu prometeu quitar tudo até o início de 2018, mas acabou não cumprido a palavra. Diante disso, o Consórcio determinou o próximo dia 31 de março como data limite para o pagamento. Caso ele não seja efetuado, o palco das finais da Copa do Mundo de 2014 e dos torneios de futebol (masculino e feminino) das Olimpíadas de 2016 estará fechado para a agremiação verde, branco e grená.

Essa medida de vetar os jogos do Fluminense no Maracanã foi adiada devido a um pedido da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) que pretende usar o local para as finais da Taça Rio quanto do próprio Campeonato Carioca.

Para usar as dependências do estádio, o Flu, por força de contrato, necessita pagar um aluguel de R$ 100 mil ao Consórcio Maracanã. Recentemente, o CEO do clube carioca, Marcus Vinícius Freire, declarou ser necessário um público entre 15 mil a 20 mil espectadores em cada partida para que não haja prejuízos aos cofres tricolores.

Curiosamente, na tabela do próximo Campeonato Brasileiro, divulgada na última semana, todos os jogos com mando do Fluminense [VIDEO] foram programados para o Maracanã.

A ausência de uma “casa” é algo que vem irritando a todos em Álvaro Chaves, principalmente o técnico Abel Braga, que, por diversas vezes, usa os microfones para questionar o porquê de o Fluminense ser o único dos grandes do Rio sem um estádio próprio e ser obrigado a usar locais bem aquém da história do clube (casos do Giulite Coutinho e Los Larios, ambos na Baixada, além do Raulino de Oliveira, em Volta Redonda) ou vender suas partidas para outros estados, como o Mário Helênio, em Juiz de Fora, interior de Minas, o Kléber Andrade, em Cariacica, no Espírito Santo, as Arenas da Amazônia, em Manaus e Pantanal, em Cuiabá e o Mané Garrincha, em Brasília.

Com direito à megaloja, projeto de revitalização das Laranjeiras deve ser aprovado em maio

Querendo minimizar esse incômodo, um grupo de torcedores, que também fazem parte do Conselho Deliberativo, vem elaborando um projeto de revitalização do tradicional estádio das Laranjeiras, oficialmente batizado Manoel Schwartz, uma alusão ao presidente do clube na época do tricampeonato carioca (1983-1984-1985) e do segundo Campeonato Brasileiro, em 1984. Além de vários outros pontos, o estudo visa aumentar atual capacidade do local de oito mil para 15 mil espectadores. Segundo reportagem do Globoesporte, no próximo mês de maio, a iniciativa dos tricolores deve ser aprovada por parte do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) e de órgãos públicos do Rio de Janeiro.

O projeto já contou com o aval do presidente do clube, Pedro Abad e, além da ampliação da capacidade, com direito a um setor sem cadeiras, uma espécie de ‘arquibancada raiz’, telão, uma megaloja e um museu.

Caso tudo ocorra dentro do previsto, as obras, custeadas entre R$ 50 e R$ 70 milhões, demorariam 12 meses e o Fluminense [VIDEO] já poderia utilizar a reformada dependência no Brasileirão de 2019. O estádio também ficaria apto para sediar o Campeonato Carioca e a fase inicial de um dos dois torneios continentais (Taça Libertadores ou Copa Sul-Americana).