Nem sempre ser comparado a um grande ídolo do passado pode ser bom negócio para um jogador em começo de carreira, isso quando o fato não coloca um fardo desnecessário em suas costas e acaba até mesmo por comprometer a carreira do atleta. Quantas vezes no futebol já não saiu uma notícia, às vezes “plantada” por empresários, de que tal jogador está sendo considerado o “novo isso” ou o “novo aquilo”. Também tem aqueles que nem ao menos marcaram um gol no time profissional, mas seus agentes já colocam preços exorbitantes e no final das contas o mesmo jogador acaba desaparecendo.

Um dos casos mais recentes desse tipo aconteceu com o jovem meia Rodrigo Figueiredo, que em sua chegada ao Corinthians, [VIDEO] na época com 17 anos, ainda para atuar nas categorias de base, chegou a ser comparado por seu empresário, Wagner Ribeiro, com nada menos que o Doutor Sócrates.

“Rodrigo Figueiredo, com todas características do Sócrates foi contratado pelo Corinthians hoje”, escreveu o empresário nas redes sociais na ocasião.

Diferente do Sócrates original, Rodrigo teve poucas chances no time profissional do Corinthians, atuando em apenas dois jogos do Campeonato Brasileiro do ano passado, sendo ambos após o alvinegro ter garantido o sétimo título. Ele atuou alguns minutos na derrota por 3 a 0 para o Flamengo e jogou a partida toda contra o Sport, já pela última rodada, quando Fábio Carille [VIDEO] levou à campo uma formação praticamente toda reserva.

Para conseguir ganhar mais minutos em campo, o Corinthians decidiu emprestar o jogador no começo do ano para o Londrina, porém. na equipe paranaense, apesar de jogar um pouco mais, ainda seguiu tendo pouco espaço, ficando em campo por cerca de 500 minutos entre o campeonato estadual e a Copa do Brasil.

Ele foi titular em cinco jogos, o último deles no começo do mês passado, todos sob o comando do técnico Ricardinho. Após a chegada de Marquinhos Santos, ele perdeu espaço. Ele deveria ficar no Tubarão até o final da temporada, mas sua passagem pelo clube durou apenas 100 dias.

Não quer saber de comparação

Ciente de que esse tipo de comparação pode ser prejudicial ao atleta, sempre que questionado à respeito, ele preferiu não alimentar assunto. “Acho que ele (Wagner Ribeiro) falou isso em uma oportunidade por causa do estilo de jogo”, disse o atleta, que prefere não fazer essas comparações, ainda mais se tratando de um ídolo, como Sócrates. “Eu sou o Rodrigo Figueiredo”.