O interior de São Paulo, além de revelar jogadores [VIDEO] para grandes times do Brasil, também costuma render ótimas histórias, algumas até que entram para o folclore do futebol e até hoje são lembradas. Um desses novos contos foi revelado no programa "Jogo Sagrado", do canal por assinatura Fox Sports, da última segunda-feira (2). e rendeu, além de espanto do apresentador Benjamin Back, muitas risadas de quem estava participando, sobretudo do protagonista da inusitada história.

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O apresentador recebia naquela ocasião o ex-jogador Wendell Lira, que em 2015 ganhou o Prêmio Puskas, como gol mais bonito daquele ano. Durante a atração, foi aberto um link ao vivo para a participação do atacante Luan, hoje ídolo do Atlético Mineiro [VIDEO] e que foi companheiro de Wendell na época em que jogavam no Atlético Sorocaba.

E foi ai que o ídolo do Galo fez uma inusitada relação dos tempos que vestia a camisa do clube sorocabano, após o ex-companheiro contar que ele passava mal depois dos treinos. Veja abaixo o vídeo em que ele conta o episódio:

“Eu cheirava um éter antes do treino para ficar locão e ai acabava passando mal”, contou Luan. A revelação causou espanto no apresentador, que ainda questionou a veracidade da história. “Você está falando sério?”, perguntou Back. “É sério, é sério. Teve um dia no treino que eu briguei porque eu perdi a memória de tanto ficar locão no treino, né Wendell. Antes eu bagunçava no treino, hoje só marco”, disse em meio a risadas.

“Ô Luan, você cheirava éter e ninguém sentia, porque aquilo cheira forte”, voltou a questionar o apresentador. “Nada, o Dr. Mlillen, de Sorocaba, ele sabia que eu pedia um pouco.

Jogava um pouco de éter na camisa (fazendo o gesto) e ô, ia pro treino doidão cara”, contou.

O jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, procurou o médico Millen Eduardo Puccinelli para saber se a revelação de Luan era verdadeira. Ele contou à reportagem que o hábito teve início ainda nas categorias de base, quando o “controle era menor”, mas quando o jogador subiu para o profissional foi que se começou a perceber que havia algo estranho. Ele negou qualquer envolvimento no caso. Ele acredita que ainda na época da base, algum outro jovem disse que se cheirasse éter passaria a correr mais em campo, e por ser um garoto de origem muito humilde, Luan acabou acreditando na teoria.

A inalação de éter, de acordo com reportagem publicada pela revista Superinteressante, é capaz de desligar as regiões do cérebro que mantêm a pessoa consciente. A região que mantém a pessoa “na linha” é a primeira a sofrer os efeitos.