O Brasileirão só teve até agora uma rodada em 2018, mas já tem time grande se encontrando no chamado "momento de pressão". Maus resultados em competições paralelas, futebol insuficiente dentro de campo e desconfiança da torcida são alguns dos motivos que fazem esses clubes entrarem ameaçados na maior competição nacional.

Colorado patina na volta à elite; Palmeiras preocupa

O Inter, por exemplo, é um desses casos. Depois de retornar à Série A mesmo sem vencer a segundona no ano passado, o que era considerado uma obrigação, o colorado ainda patina em 2018. Em quatro meses, foram duas traumáticas eliminações: para o rival Grêmio, nas quartas de final do Gauchão e, na última quinta-feira, para o Vitória, da Bahia, em Salvador, pela quarta fase da Copa do Brasil.

A eliminação faz com que o Inter, a partir de agora, só tenha pela frente o Brasileirão. E uma boa campanha já é tratada como "obrigação" pela direção, que segue respaldando o trabalho do técnico Odair Hellmann. Mas, em se tratando de futebol brasileiro, não se sabe até quando. No domingo, o Inter visita o Palmeiras...

... que também não vive lá um momento de muita paz. Depois de dois empates consecutivos, com o Boca Jrs pela Libertadores e Botafogo pelo Brasileirão, o time alviverde precisa voltar a vencer para evitar a entrada da pressão. O clube ainda sente os efeitos da dolorosa perda do Paulistão, na final, em casa, para o Corinthians, em jogo com muita polêmica de arbitragem.

Até pelo investimento feito no ano, o Palmeiras [VIDEO] é sempre cobrado por resultados e boas atuações. Além disso, há a pressão extra pelo fato do clube não ter vencido nada em 2017.

No time, o técnico Roger Machado vai promover a volta do experiente Edu Dracena na zaga, no lugar de Antônio Carlos, e pode deixar Lucas Lima no banco de reservas.

Minas Gerais quer resultados

Em Minas Gerais, a situação não anima para nenhum dos lados. O Atlético-MG tem sido cobrado fortemente pelos seus torcedores e arrancou no Brasileirão perdendo de virada para o Vasco. Depois de perder a final mineira para o rival Cruzeiro, o Galo ainda aposta no técnico Thiago Larghi, inicialmente interino. Na Copa do Brasil, o clube avançou sobre o Ferroviário no meio de semana e mesmo assim sofreu protestos no aeroporto. Precisa, por óbvio, vencer o Ceará em casa no domingo.

O Cruzeiro, ao lado do Palmeiras, investiu pesado para 2018. Só que no maior objetivo da temporada, a Libertadores, os resultados até agora desanimam. A Raposa tem somente 2 pontos em três jogos e está ameaçada de ficar fora na primeira fase, em grupo que desponta o Racing com 7 pontos e que tem a Universidad de Chile na segunda colocação com 5 pontos.

No primeiro jogo do Brasileirão [VIDEO], o Cruzeiro perdeu em casa para o Grêmio e no domingo visita o Fluminense.

Flamengo, Vasco e São Paulo convivem com desconfiança

Em situação semelhante à do Galo, o Flamengo ainda não tem treinador definido e segue apostando em Maurício Barbieri. A semana veio com dois empates: 2x2 contra o Vitória na estreia do Brasileirão e 1x1 com o Santa Fé pela Libertadores no Maracanã. O Fla não venceu o estadual e convive com críticas da imprensa, e tenta melhor sorte neste sábado ao receber o América.

Assim como o Vasco da Gama, praticamente eliminado da Libertadores no complicado grupo já citado de Cruzeiro, Racing e Universidad de Chile. Vice do Cariocão, o time de São Januário levou 4x0 dos argentinos no meio da semana e se viu em situação complicada para a sequência do ano. O time de Zé Ricardo visita a Chapecoense no domingo.

Fechando a lista dos "grandes pressionados", o São Paulo vai ao Ceará pegar o time local no domingo ainda com o peso da desclassificação na Copa do Brasil, em casa, com Morumbi lotado, para o Atlético-PR. O próprio técnico Diego Aguirre considerou a queda um "fracasso".