Dentro de campo as coisas andam bem para o Santos. [VIDEO] São três vitórias seguidas, liderança de seu grupo na Copa Libertadores da América e estreia positiva no Campeonato Brasileiro. Fora dele, no entanto, o clima já não é tão ameno, com um grupo de conselheiros pedindo até mesmo o impeachment do presidente José Carlos Peres. Agora é um Caso de polícia que agita os bastidores na Vila Belmiro, com uma acusação de pedofilia.

De acordo com notícia publicada pelo portal UOL Esporte, um dirigente que coordena a equipe de analise de atletas nas categorias de base foi acusado de ter cometido um suposto abuso sexual. A Delegacia de Combate a Pedofilia já abriu inquérito para investigar a denuncia.

A reportagem do UOL teve acesso ao Boletim de Ocorrência, onde consta que Lica – como é conhecido o funcionário acusado – teria assediado um atleta, hoje com 19 anos. Crime teria ocorrido ainda em 2010, quando a vítima estava com apenas 11 anos.

O caso

A vítima relatou no boletim de ocorrência que havia se mudado do Paraná para São Paulo ainda no ano de 2010, ficando alojado no ginásio do Ibirapuera, na capital paulista. Lá, ele acabou sendo vítima de abusos, cometidos por um empresário. Em razão do trauma, o jogador pediu ajuda para o irmão, que lhe indicou outro intermediário, que por sua vez o apresentou a Lica. Foi na residência desse intermediário que teriam ocorrido novos abusos.

“Lica passou a aliciar o menino e passar a mão em seu corpo, iniciando sexo oral e pegando em seu órgão genital”, disse o garoto no boletim de ocorrência.

Depois de alguns dias, o jogador foi para o Santos, onde fez uma avaliação e atuou por 18 meses. Ao subir de categoria, o garoto teria reclamado os abusos e por conta disso acabou sendo mandado embora. Ele busca retomar sua carreira no futebol, por mesmo da mesma pessoa que o indicou para Lica. Segundo o garoto, as lembranças do ocorrido em 2010 o motivaram a fazer a denuncia.

Foi afastado e defendido

Em razão das denuncias, o Santos afastou Lica de suas atividades no clube. A justificativa dada para o afastamento do funcionário é para que ele foque seus esforços apenas em sua defesa. O clube ainda o defendeu, alegando que ele sofre conspiração política, uma vez que ele teria mandando embora muitos jogadores ligados a agentes e ainda impedido o ingresso de outros no clube. O Santos ainda revelou que fará uma investigação para apurar o caso..

A reportagem do UOL tentou contato com Lica, mas ele não atendeu as ligações. Já o advogado do jogador classificou a hipótese de conspiração política como leviana.

O advogado disse ainda ter testemunhas e áudios que comprovam sua denuncia.

Clima ferve nos bastidores santistas

Além de ter que lidar com uma denúncia muito séria contra um funcionário, o presidente santista José Carlos Peres agora tem que apagar incêndios dentro de seu mandato. Já é de conhecimento público seu afastamento cada vez maior do vice Orlando Rollo. Agora o dirigente terá que ter muita habilidade para se esquivar de uma tentativa de impeachment, promovida por um grupo de conselheiros.

Um grupo de 22 desses conselheiros, cujos nomes foi mantido em sigilo, entende que o atual mandatário desrespeitou o estatuto e dentre vários motivos para pedir a queda do presidente, cita a demissão do diretor de futebol Gustavo Vieira, o que para eles teria gerado insegurança nos jogadores e comissão técnica e citam também a onda de demissões que se alastrou nas categorias de base. O contrato com a TV Globo [VIDEO] para a transmissão dos jogos do Peixe na TV aberta e PPV e a fracassada negociação de Lucas Veríssimo também são fatores que para os conselheiros causaram prejuízo ao Santos.