O Grande Prêmio San Marino, disputado no Circuito de Ímola, na Itália, recebeu a Fórmula 1 entre os anos de 1980 e 2006. A primeira contou como GP da Itália, além de duas outras provas em extracampeonato em 1963 e 1979. O circuito era um dos mais interessantes do calendário e volta e meia há fãs que pedem seu retorno, mas o local ficou marcado para sempre por conta da morte do piloto Ayrton Senna, na curva Tamburello, em 1ª de maio de 1994.

No entanto, não foi apenas a morte do brasileiro que marcou aquele fatídico final de semana. Outros acontecimentos também fizeram daquele o GP mais trágico da Fórmula 1 moderna.

A decolagem de Barrichello na sexta-feira

Após duas semanas do GP do Pacífico, disputado em Aida, no Japão, a Fórmula 1 chegou para sua fase europeia em San Marino. O então jovem piloto da Jordan Rubens Barrichello chegou bastante motivado após ter conquistado seu primeiro pódio na carreira no GP anterior, que, aliado ao quarto lugar no Brasil, o deixava como vice-líder do campeonato.

Porém, seus planos de fazer uma nova grande corrida foram ceifados por um gravíssimo acidente nos treinos livres de sexta-feira. O brasileiro vinha com sua Jordan quando ao chegar à Variante Bassa, curva que dava acesso à reta dos boxes, subiu demais na zebra e seu carro acabou decolando, batendo violentamente contra a proteção de pneus e capotando por cima dela e o carro caiu de cabeça para baixo.

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Santos

“O médico disse que eu morri por seis minutos”, disse o brasileiro, anos mais tarde em entrevista. Ainda, de acordo com os médicos, sua língua foi parar na garganta. Com a batida, ela machucou o braço e quebrou o nariz.

O fato também ficou marcado pela última entrevista concedida por Ayrton Senna, que falou rapidamente com os repórteres após deixar o hospital onde Barrichello ficou internado por algumas horas.

Morte de Ratzenberger choca o circo da Fórmula 1

O acidente de Barrichello na sexta-feira era apenas um presságio do que estaria por vir nos dois dias seguintes. No segundo treino oficial, a transmissão oficial mostrava um carro fazendo sua tomada de tempo quando abruptamente a imagem foi cortada para mostrar os destroços da Sintek de Roland Ratzenberger, que vinha deslizando pela Curva Villeneuve.

A cena da cabeça do piloto indo de um lado para outro dentro do cockpit chocou os milhões de espectadores do mundo todo e foi mais impactante do final de semana. Minutos após o final do treino, do qual vários pilotos – incluindo Senna – se recusaram a participar, o austríaco de 34 anos foi declarado morto.

A trágica corrida

Mesmo com a trágica morte de um dos pilotos, a corrida seguiu com sua programação normal, e a Sintek correu com apenas um carro, fato que surpreendeu, uma vez que em acontecimentos assim, quando se perde um piloto, é comum uma escuderia se retirar da corrida.

Logo na largada mais um incidente. A Benetton de J.J. Letho, que largava na quinta posição, ficou parada no grid e foi atingida em cheio pela Lotus do português Pedro Lammy. Com a batida, pneus e destroços dos carros foram lançados nas arquibancadas, ferindo nove expectadores.

Depois da nova relargada, na sétima volta, aconteceu o acidente fatal de Senna, na Curva Tamburello, provocando mais uma interrupção da prova, que ainda teve mais um incidente. Restando dez voltas para o fim, o piloto Michele Alboreto saia dos boxes após um pit stop quando uma das rodas de sua Minardi se soltou e atingiu dois mecânicos da Lotus e outros dois da Ferrari, que precisaram ser levados para o hospital.

“É muita coisa para um final de semana só. Em 20 anos de Fórmula 1, nunca vi nada parecido”, disse um atônito Galvão Bueno durante a transmissão.

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