A anulação do pênalti que o árbitro Marcelo Aparecido [VIDEO] havia marcado para o Palmeiras no segundo jogo da decisão do Campeonato Paulista, contra o Corinthians, no domingo (8), ainda não foi digerida pela diretoria alviverde.

Nesta terça-feira (10), o Palmeiras divulgou imagens de uma câmera colocada no alto do Allianz Parque, que comprova que houve interferência externa para a anulação da penalidade.

Na disputa do lance, o volante corintiano Ralf derrubou o meia-atacante palmeirense Dudu [VIDEO].

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Marcelo Aparecido marcou o pênalti, mas voltou atrás depois de muita confusão. De fato, Ralf toca na bola antes de se chocar com Dudu. O pênalti, portanto, era inexistente.

Em nota, o Verdão afirmou que as imagens da câmera de segurança do Allianz, somada às imagens de emissoras de TV, mostram “de maneira inequívoca e irrefutável, que houve interferência externa”.

De acordo com o texto, a interferência viola as normas da International Football Associated Board (IFAB) e do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O Verdão quer a anulação da partida.

Ainda na nota, o Palmeiras afirma que vai aguardar o pronunciamento das entidades administrativas do esporte e pretende adotar, após isso, “medidas cabíveis para garantir a lisura da competição”.

Entre a cruz e a espada

A questão envolvendo o pênalti anulado faz com as opiniões sobre o caso fiquem entre a cruz e a espada. Primeiro, porque o pênalti de fato não existiu e é estranho uma equipe reclamar por uma penalidade não houve. Segundo, porque o Palmeiras está certo ao reclamar da interferência externa, que é vetada.

Mas o que é mais prejudicial ao espetáculo: o juiz marcar um pênalti que não houve e definir o título para uma das equipes com isso ou o juiz anular a penalidade com a interferência de alguém de fora?

Alguns palmeirenses argumentam que, embora o pênalti não tenha existido, se acontecesse o mesmo lance na Arena Corinthians, a arbitragem não anularia a penalidade por medo da torcida corintiana.

Palmeiras no STJD

Caso não receba a resposta que deseja ouvir da Federação Paulista de Futebol (FPF), o Palmeiras deve procurar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que voltará a cena do futebol nacional mais uma vez.

Se isso acontecer, o Campeonato Paulista deve ficar sub judice (em julgamento) até que a situação seja julgada. As entidades futebolísticas recriminam a busca pela Justiça comum e os clubes que assim o fazem correm o risco de sofrer sanções administrativas.