O Santos começou o ano buscando driblar a crise financeira que vem atravessando. As finanças reduzidas inibiram a contratação de grandes reforços [VIDEO] e a diretoria tem recorrido a diversas medidas para cortar gastos ou tentar aumentar as receitas. Estima-se que o clube tenha algo em torno de 195 milhões de reais apenas em dívidas de curto prazo. O montante total passa dos 400 milhões de reais.

Logo que assumiu, o presidente José Carlos Peres buscou reavaliar os acordos com televisão com a intenção de ganhar uma cota maior. O mesmo foi feito com o contrato assinado com a fornecedora de material esportivo Umbro [VIDEO], cujo mandatário ameaçou quebrar o acordo.

A pressão deu certo e o clube conseguiu melhorar as cifras.

Outra medida para a contenção de gastos foi enxugar o elenco, mandando para outros clubes jogadores que vinham sendo pouco aproveitados e custavam caro, como foram os casos de Cléber Reis, Rodrigão e Leandro Donizete.

No entanto, a intenção da cúpula santista é reduzir ainda mais os gatos e novas medidas, algumas radicais, estão sendo tomadas. Porém, desta vez, algumas delas não agradaram ao técnico Jair Ventura, que se mostrou profundamente irritado.

O que muda

A primeira mudança, que é a que deixou o treinador incomodado, já será executada neste final de semana, quando a equipe encara o Ceará, às 21 horas, no Estádio do Pacaembu, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O clube decidiu não concentrar mais os jogadores antes das partidas que fará como mandante no Campeonato Brasileiro.

A assessoria de imprensa do clube negou que a medida seja meramente financeira e justificou a decisão afirmando que pretende mudar o relacionamento dos atletas antes dos jogos. Seja qual for a razão, de acordo com informação apurada polo jornal Folha de S. Paulo, a medida desagradou ao técnico Jair Ventura, que não teria sido consultado sobre a adoção da medida e que, caso fosse, seria contrário a ideia.

Outros integrantes também são contrários à ideia e mantém esperança que isso seja revisto. Quem também não está contente com a ideia é o vice-presidente Orlando Rollo, que disse que irá conversar com Peres a respeito desse caso. “Não creio que isso seja correto. Vou conversar com o Peres para tentar demovê-lo dessa ideia", disse.

Agora, de acordo com a nova determinação, os jogadores terão que se apresentar em horário determinado para os jogos na Vila Belmiro ou da viagem para São Paulo de ônibus, no caso de jogos na capital. Para as partidas em que fará como visitante, o esquema de concentração segue normalmente, uma vez que é a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) quem arca com os custos de viagem e hospedagens das equipes.