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O draft da NFL, que nada mais é que a escolha dos principais jogadores universitários pelos 32 times da NFL, acontece hoje, 26, às 21h horário de Brasília. O evento será transmitido pela ESPN.

A regra é simples: os piores times escolhem primeiros, deixando os melhores escolherem por último. Essa fórmula foi pensada para que a liga se torne mais competitiva e mais justa e, dessa forma, continuar a angariar fãs. Mas nem sempre foi assim...

Como tudo começou

Domingo, quatro de fevereiro de 2018. A data marca uma conquista importantíssima para os jogadores e torcedores do Philadelphia Eagles [VIDEO]: o tão sonhado Superbowl [VIDEO].

Mas também marca o começo de um hiato de seis meses sem jogos as quintas, domingos e segundas.

Porém, é quando as movimentações mais importantes para a próxima temporada começam. As primeiras são as trocas de comissões técnicas. Os vitoriosos estendem seus contratos ou recebem propostas para comandar outros times. Já os que não foram tão bem, vão à procura de um novo emprego.

Além disso, temos o período de Free Agent – jogadores cujos contratos terminaram podem ou renovar com seus atuais times ou procurar outras cores para defender. Normalmente, essas negociações são concretizadas nas primeiras semanas de março.

Mas o evento mais importante da intertemporada é o Draft – a escolha de jogadores que foram destaques na NCAA (liga universitária norte-americana). Esses jovens passam por rigorosos testes físicos e psicológicos, longas entrevistas com General Managers e, como se isso não fosse o bastante, tem suas vidas pesquisadas nos mínimos detalhes.

Qualquer indício de problema pode prejudicar o jogador durante os três dias de evento.

Hoje, o draft consiste em sete rodadas, com o time de pior campanha sendo o primeiro a escolher – gerando maiores chances de o campeonato ser mais equilibrado. Mas nem sempre foi assim...

Tradição

Até o ano de 1935, a NFL era dominada por quatro times: New York Giants, Chicago Bears, Green Bay Packers e Washington Redskins. Essas equipes eram as mais cobiçadas pelos futuros jogadores da liga e, consequentemente lucravam mais.

Indignado com a situação, Bert Bell, um dos donos do Philadelphia Eagles, defendeu a tese que as outras franquias cresceriam mais caso houvesse alguma forma mais justa e duradoura na hora de escolher os jovens talentos. Foi então que surgiu a ideia de fazer um recrutamento desses jogadores.

A forma aprovada foi a seguinte: os times teriam as mesmas chances de escolher os melhores jogadores. Além disso, teriam exclusividade de negociar o contrato com eles. Caso quisessem, poderiam trocar essa preferência com outra equipe.

O primeiro draft aconteceu no ano seguinte, em 1936, com a primeira escolha sendo do próprio Philadelphia Eagles. O time selecionou Jay Berwanger, Running Back vencedor do Heisman Trophy - prêmio dado ao melhor jogador universitário daquela temporada.

Curiosamente, o time não conseguiu chegar a um acordo e trocou com o Chicago Bears, que também não teve êxito na negociação. Outro fato interessante é que dos 81 jogadores escolhidos naquele ano, apenas 24 optaram por participar da liga.