A quinta-feira foi recheada de notícias dentro e fora de campo no Fluminense [VIDEO]. Na parte da tarde, a equipe realizou mais um treinamento no CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, visando o compromisso de domingo às 16h (de Brasília), no Maracanã, diante do São Paulo, válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Como de praxe, a atividade foi fechada aos jornalistas. Dessa forma, segue o mistério sobre qual escalação iniciará o clássico. A única certeza é a entrada de Léo na lateral-direita na vaga de Gilberto, que cumprirá suspensão automática por ter sido expulso na vitória de 1 a 0 sobre o Cruzeiro do último final de semana.

Existe a possibilidade de Luan Peres, apresentado oficialmente na quarta, mas que já estreou pelo Tricolor na partida contra o time mineiro, ganhar uma oportunidade na zaga ao lado de Gum e Renato Chaves. Nesse caso, Frazan iria para o banco de reservas. Titular da posição, Roger Ibañez se recupera de um estiramento muscular na coxa direita e não tem previsão de retorno aos gramados.

Se nas quatro linhas a tranquilidade parece imperar, fora delas, o clima fervilha. Na última terça, houve, no Salão Nobre das Laranjeiras, uma reunião do Conselho Deliberativo e, dentre vários assuntos, voltou o questionamento ao projeto Flu-Samorin. Presente ao encontro juntamente com o gerente-executivo e principal mentor da iniciativa de se criar uma filiar tricolor no continente europeu, Marcelo Teixeira, o presidente do clube carioca, Pedro Abad, revelou que, na semana passada, viajou até a cidade da Eslováquia, de onde veio o nome daquela agremiação, para uma série de reuniões com empresas interessadas em colaborar com o projeto.

Segundo o mandatário, é preciso haver um acordo até o fim da temporada no futebol daquele país, ou seja, próximo dia 20 de maio. Caso contrário, o Flu-Samorin terá as suas atividades encerradas, pois o Fluminense atravessa uma grave crise financeira e existem outras prioridades.

Quatro meses de atraso

Para piorar ainda mais o quadro, o portal Globoesporte divulgou, também nesta quinta, o segundo atraso em quatro meses do pagamento da patrocinadora master Valle Express ao Fluminense [VIDEO].

A empresa do ramo de cartões de créditos previa dificuldade para honrar o compromisso na data estipulada e pediu ao Tricolor para segurar o cheque pré-datado até o dia 20, algo prontamente atendido. Depois disso, porém, fez nova solicitação e, por enquanto, não há um prazo para a situação ser regularizada.

Em janeiro de 2018, a Valle fechou um acordo de dois anos com o Fluminense. O Tricolor receberia, no total, R$ 18 milhões anuais, sendo que a cota seria menor no início e, aos poucos, ela teria um aumento.